quarta-feira, 26 de julho de 2017

Temer debocha de brasileiros e diz já ter garantido com folga os votos necessários para se salvar


Jornal GGN - A vitória de Michel Temer na Câmara dos Deputados já está quase garantida, segundo interlocutores e aliados do mandatário na Casa. Em placares realizados pelo Estadão e pela Folha de S. Paulo, são pelo menos 186 votos a favor do envio da denúncia contra o presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo menos 94 contra.


Ao todo, são necessários 342 votos de deputados para que Temer possa ser processado pelo Supremo, o que ainda é um cenário aparentemente inconclusivo. Sabe-se, por outro lado, que o mandatário mobiliza as lideranças e alianças que têm para que parlamentares não retrocedam do apoio e garantam a sua absolvição direta.

Segundo o Painel da Folha desta quarta-feira (26), o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se apresentava como um dos principais beneficiários da eventual queda de Temer e mostrava sinais de dissidências frente ao contexto de fidelidade absoluta ao governo atual, admite a vitória.

Foi, inclusive, o que o deputado Rodrigo Maia conseguiu garantir ao presidente: com a condição de que outras denúncias que viriam e já prometidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) não se conquistaria o apoio da maioria e a imagem de Temer já estaria desgastada para a queda.


A primeira fase, contudo, ainda está garantida. E se trata de uma aceitação não apenas do lado dos aliados, como também da oposição, que reconhece a absolvição de Michel Temer nesta primeira denúncia da PGR. Reportagem do GGN expôs o que está por trás de um atraso para a queda do mandatário, a pouco mais de um ano das eleições de 2018 e os preparativos para os fundos partidários e financiamento das campanhas.

O levantamento da Folha de S. Paulo, que consultou os 513 deputados da Câmara, mostrou que 188 já se dizem abertamente a favor da investigação do peemedebista pelo Supremo Tribunal Federal. Outros 94 mantêm o apoio e votarão pela absolvição do mandatário. Apesar de representar o dobro a quantidade de parlamentares que defendem a denúncia, uma grande massa de 154 deputados seriam necessários somar para o processo passar na Câmara.

Cenário semelhante, ainda que menos positivo, é o levantamento do Estadão: 186 deputados afirmaram que querem a denúncia de Temer no STF e 107 endossam o apoio pela absolvição ainda no Legislativo. Para se chegar ao mínimo de 342 votos necessários, seria preciso contar com mais 156 dos que ainda não se posicionaram.

A bancada evangélica representa de fato seus fiéis?


Na última sexta-feira (21) foi realizado o debate “Evangélicos, Igrejas Evangélicas e Política”, que fez parte do ciclo de conversas Novos Fenômenos da Realidade Política, promovido pela Fundação Perseu Abramo (FPA), Friedrich Ebert Stiftung (FES) e Instituto Pólis.


Foram apresentados no evento alguns resultados da pesquisa sobre políticas elaborada durante a Marcha para Jesus, realizada em 15 de junho, em São Paulo. “A nossa hipótese de partida é de que existia um descolamento do campo evangélico religioso do campo evangélico político” explicou a pesquisadora Esther Solano, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo ela, apesar de a bancada evangélica no Congresso Nacional ser expressivamente neoliberal e a favor do Estado Mínimo, a imensa maioria dos adeptos da linha religiosa é contra as reformas defendidas pelo atual governo.

Entre os 527 entrevistados que participaram da pesquisa, feita por meio de questionário com perguntas fechadas, a maior parte (66%) afirmou não ter preferência de linha política, seja de esquerda, centro ou direita. Sobre os partidos, 81,6 % afirmaram não possuir preferência partidária. Quando a pergunta foi se eram identificados como conservadores, 45% se identificaram como ‘muito conservadores’ e 34% como ‘pouco conservadores’.


Esther ainda destacou que quando questionados se confiavam nos partidos, apenas 7% disse confiar no PSDB, e 6% no PT. “Os partidos que teoricamente representam os evangélicos, como no caso do PSC, que tem o pastor e deputado federal Marco Feliciano, e o PRB, de Marcelo Crivella, tiveram 1,2% e 0,4% de confiança dos entrevistados. Ou seja, praticamente zero”, relatou.

Quando questionados se confiavam ou não em determinados políticos, 57% afirmaram não confiar em Bolsonaro, 53 % não confiam em Marcelo Crivella e 57% não demonstraram confiança em Marina Silva. “Baixíssima confiança nos partidos evangélicos e nos representantes evangélicos”, avaliou Esther.

O professor Marcio Moretto, da Universidade de São Paulo (USP), lembrou que alguns resultados coletados durante a Marcha para Jesus foram “surpreendentemente progressistas”. Questões como sobre se a escola deveria ensinar as pessoas a respeitar os gays teve o apoio de 77%. Já 70% entendem que ‘cantar uma mulher na rua é ofensivo’ e 64% dos que foram ouvidos durante o evento evangélico concordaram que ‘não se deve condenar uma mulher que transe com muitas pessoas’ e 90% discordam que o ‘lugar da mulher é em casa, cuidando da família’. “Principalmente nas pautas em relação ao direito das mulheres, com exceção do aborto, eles se mostraram mais progressistas do que se poderia imaginar.”

Moretto reforçou que mesmo em questões mostrando que 33% não concordam com a afirmação de que ‘pessoas do mesmo sexo não constituem família’ e apenas 35% entenderem que ‘dois homens devem poder se beijar na rua sem serem importunados’, “é bom lembrar que se trata de pessoas que estão dentro do campo evangélico e que se definem como conservadores”.

Já o pesquisador e professor Leandro Ortunes, do grupo de estudos de Mídia, Religião e Cultura (Mire), da Universidade Metodista de São Paulo, comparou dados levantados durante os eventos evangélicos de 2016 e 2017 e, com base neles, elencou algumas hipóteses para a vitória de João Doria (PSDB) nas eleições paulistanas do último ano. “Será que o discurso do ‘João Trabalhador’ não faz mais sentido para os evangélicos? Para os microempreendedores, por conta do ‘mérito’, do trabalho… Será que os discursos de luta de classes, de revolução, ecoam no mundo evangélico ou eles querem ser empreendedores?”, questionou. “Isso porque existe uma teologia por trás. A ‘Teologia da Prosperidade’ ensina que você é capaz de conquistar bens materiais através do seu trabalho”.

A quem interessa a generalização sobre os evangélicos?

Para a antropóloga Regina Novaes, pesquisadora do CNPq, é preciso ter em mente a pergunta sobre ‘a quem interessa generalizar sobre os evangélicos’. “Há interesses daqueles que falam em nome dos evangélicos e vimos como há diferenças entre eles. Há interesses também, numa conjuntura como a atual, de juntar conservadorismos que não atuam da mesma forma. Conservadorismo ‘político’ é uma coisa; de ‘costumes’ ou ‘econômico’ é outra”.

Para ela, a visibilidade exacerbada de alguns representantes evangélicos, como os pastores midiáticos e a bancada no Congresso, cria a invisibilidade de outros, como os evangélicos mais progressistas (caso da Frente Evangélica pelo Estado de Direito) ou mesmo os que não concordam com as reformas neoliberais e a ideia do Estado Mínimo, que são a maioria, de acordo com os levantamentos. “Precisamos desconstruir a ideia da polarização. Se há pontos que nos unem, esses pontos devem ser colocados acima da pauta.”

O evento foi mediado por Joaquim Soriano, da Fundação Perseu Abramo, e teve apresentação de Altair Moreira (Pólis) e Thomas Manz (FES). “Temos debatido sobre a base de um mapa político que parece ter origens nos anos 1990 e cujo data de validade já venceu. Isso parece mais verdade para a esquerda, deslocada de seu tempo. Então, precisamos fazer um esforço para nos reconectar com a realidade, reconstruir esse mapa político e abordar melhor as questões políticas e sociais”, avaliou Thomas.

Texto originalmente publicado no site Rede Brasil Atual

Vozes do Globo descobrem o óbvio: o golpe que eles apoiaram quebrou o Brasil

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247 – Nenhum veículo de comunicação tem tanta responsabilidade pelo golpe de 2016, que arruinou a economia e a imagem do Brasil, como o Globo.


No entanto, com mais de um ano de atraso, três dos principais colunistas do jornal dos Marinho agora descobriram a fria em que colocaram o Brasil.

Elio Gaspari, que chegou a lançar o "Fica Temer", agora diz que Henrique Meirelles é um engodo. Eis abaixo um trecho de seu artigo:


Temer deu a Meirelles quase toda a autonomia que ele pediu, mas o ministro não entregou os empregos e a perspectiva de crescimento que prometeu. Entrou no governo oferecendo um aumento de 1,6% para este ano e elevou o balão para 2%. Tudo fantasia, hoje o FMI espera 0,3%.


O remédio de Meirelles foi aumentar um imposto. Faça-se justiça ao doutor registrando que ele nunca se comprometeu a não aumentá-los. O seu problema é outro. Ele lida com essas taxações como se fossem uma arma para punir uma sociedade que é obrigada a pagar porque ele e seu presidente não fazem o serviço que prometem. 

Miriam Leitão, que disseminou a farsa das "pedaladas", agora vê o Brasil à beira de um apagão fiscal. Confira abaixo um trecho de sua coluna:

O risco de o governo não conseguir cumprir a meta é real. A situação é dramática. Para não parar, o governo precisa de, no mínimo, mais R$ 10 bilhões e receber tudo o que programou. Uma das receitas esperadas está no meio de uma grande briga na Justiça: a venda das hidrelétricas da Cemig, cujo valor previsto é de R$ 11 bilhões. Há ministérios que têm recursos para apenas dois meses.

Os cortes estão ocorrendo nos investimentos, mas já não há mais o que cortar. No ano passado, o investimento do setor público federal foi de R$ 65 bilhões, e em grande parte foi para pagar despesas feitas em anos anteriores. Este ano, o valor total dos investimentos está em R$ 35 bilhões. Em condições normais, o governo deveria estar investindo mais para sair da recessão, mas ele está cortando as despesas já previstas. Esta não é uma situação normal: o país entrou numa recessão no meio de uma escalada da crise fiscal. E não pode simplesmente elevar a previsão de déficit porque isso agravaria a crise de confiança.

Merval Pereira, que batalhou dia e noite pelo golpe, acusa Temer de ampliar o rombo fiscal com a compra de deputados. Confira abaixo um trecho de seu artigo:

O plano de demissão voluntária do serviço público, anunciado como decisão de governo, foi rebaixado a uma simples proposta em estudo, e não seria surpresa se não saísse do papel, fortalecendo a posição de Meirelles, que vê nesse instrumento uma medida paliativa sem grande futuro.

Paradoxalmente, para um governo que precisa reduzir o gasto, o presidente Michel Temer está à frente de barganhas nos bastidores para obter votos suficientes para matar a denúncia da Procuradoria-Geral da República. Essas barganhas aumentam os gastos, e podem significar a derrota do projeto da equipe econômica.

A questão, agora, é: quando os três vão pedir desculpas?

Vivendo num mundo à parte e não num país quebrado, procuradores ganham aumento de 16%

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Por Kiko Nogueira - O Conselho Superior do Ministério Público, uma espécie de Liga da Justiça da vida real, aprovou um aumento de 16,7% nos salários dos procuradores, uma antiga reivindicação da categoria.


O impacto, informa a Agência Brasil, será de 116 milhões de reais.

Três dos 11 conselheiros foram contra. Rodrigo Janot votou a favor, apesar de classificar a medida uma “decisão política” encampada por sua sucessora, Raquel Dodge, que assume a PGR em setembro.

O que é essa decisão política, Janot não explicou. Presume-se que a nova chefe esteja querendo agradar sua galera e passar um recado de que eles estão acima dos demais brasileiros.

Porque, ao fim e ao cabo, é onde eles estão: num outro patamar, numa liga superior, que se acha no dever absoluto de subir o ordenado em um país em recessão.


Afinal, eles estão nos salvando do demônio da corrupção. Em nome disso, tudo é permitido.

Ficamos com o seguinte roteiro: o PT quebrou o Brasil; o Brasil não tem dinheiro, precisamos fazer reformas; o MP aprova aumento para seus membros; epa, epa, epa.

Com isso, é possível que o vencimento da turma ultrapasse o teto constitucional, uma vez que o STF decidiu não fazer a mesma coisa.

Os ministros ganham R$ 33,7 mil, o maior salário permitido a servidores públicos.

O detalhe capital: não ficou definido de onde se vai tirar para dar aos dallagnois.

Janot e Raquel vão montar um grupo de transição para apontar a fonte.

Não é só isso: o orçamento da Lava Jato em Curitiba foi de R$ 522,6 mil para R$ 1,65 milhão. Os recursos são destinados, sobretudo, para custear gastos com diárias e passagens.

O vice-procurador-geral da República, José Bonifácio de Andrada, atendeu integralmente o que havia sido solicitado pelos savonarolas da capital do Paraná.

Repito: integralmente. Ora, mas é muito atrevimento achar que seria diferente.

Segundo Bonifácio, a ideia é enviar uma mensagem positiva para “a sociedade e a mídia” — sim, antes dos interesses nacionais, vêm os interesses da imprensa.

Os procuradores vivem num mundo à parte, aquele mesmo habitado pelo traficante filho da desembargadora que saiu da cadeia para passear numa clínica.

Financial Times diz para gringos comprarem petróleo e ativos no Brasil, “está barato”


Tijolaço - Nélson de Sá, na Folha hoje, resume os “conselhos” do Financial Times, com grifo meu:



No “Financial Times”, com uma foto de plataforma da Petrobras, acima, “Investidores estrangeiros sustentam o Brasil a atravessar recessão”.

É que, “comparado com outros países, o Brasil tem recebido bastante investimento porque tem um monte de ativos à venda”, afirma um analista do Bank of America Merrill Lynch. E eles estão “baratos”, acrescenta um analista do Goldman Sachs.

O “FT“ destaca, entre eles, os “desinvestimentos forçados” pela Operação Lava Jato na Petrobras e na Odebrecht. E avisa que “a próxima na fila para a venda de ativos é a JBS”.


Acrescenta porém que parte dos supostos investimentos é empréstimo das empresas para as suas próprias subsidiárias no país,“efetivamente negócios cambiais que visam tirar proveito das altas taxas de juros do Brasil”.

E vem mais por aí. Segundo a agência Reuters, citando fontes anônimas, o governo anunciará novas regras para a mineração no Brasil, que “aumentarão o limite de participação de empresas estrangeiras em empreendimentos no país, hoje em 40%”.

É preciso mais para nos sentirmos os “otários do mundo”?

Na reportagem, um gestor de u=investimentos diz que as inversões estrangeiras destinadas negócios produtivos é de 20 a 25%. O resto, mais de 75%, apenas para nos sugar financeiramente.

E as elites brasileiras reclamam que “a coisa está indo devagar demais” e é preciso romper entraves burocráticos e judiciais para vender tudo mais rápido ainda.

É o Brasil na xepa, apregoado por senhores muito distintos, em ternos de Miami, que, em nome da moralidade, praticam o ato mais imoral para alguém: trair seu próprio país.

Meirelles ganhou R$ 217 mi em 2016 e mantinha sua fortuna fora do Brasil



247 – A economia vai mal para praticamente todos os brasileiros, uma vez que 95% veem o País no rumo errado, mas há uma exceção. Trata-se do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.


Segundo reportagem do jornalista Filipe Coutinho, do site Buzzfeed, Meirelles lucrou R$ 217 milhões com a sua consultoria, em 2016, e transferiu R$ 167 milhões, na forma de dividendos, três meses antes de assumir o cargo.

Um dos principais pagadores foi a J&F, do empresário Joesley Batista, que hoje acusa Michel Temer de ser chefe da "maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil".

No Brasil de Meirelles, não há crescimento econômico, mais de 13 milhões de pessoas estão desempregadas e a equipe econômica se mostra incapaz de cumprir uma meta fiscal que já prevê um rombo de R$ 139 bilhões. Em razão disso, ele promoveu o maior aumento dos combustíveis nos últimos 13 anos, mas o reajuste está suspenso por ordem judicial.


Embora tente vender confiança no Brasil, Meirelles mantinha seus recursos fora do País.

Leia, aqui, a íntegra da reportagem do Buzzfeed e, abaixo, as respostas enviadas por Henrique Meirelles:


1-Por que, em fevereiro de 2016, Henrique Meirelles decidiu receber de lucros R$ 167 milhões referente ao ano de 2015?

É frequente a distribuição de dividendos neste período por empresas. Em 2015, foi registrado o recebimento de rendimentos de serviços prestados ao longo de quatro anos para várias empresas, em projetos de duração variável completados em 2015.

2-Há alguma relação com o processo de impeachment e a possibilidade de assumir a Fazenda?

Nenhuma. Não existia o convite naquele momento.

3-Os documentos são categóricos em afirmar que os valores foram recebidos e mantidos no exterior. Quem pagava o ministro fora do país? Por que esses pagamentos foram feitos fora do país?

Os pagamentos foram feitos por serviços prestados à empresas globais. Foi conveniência destas empresas globais pagar fora do país.

4-Por que o ministro mantinha os valores fora do país? O ministro não confiava nas instituições financeiras brasileiras? O ministro, enquanto investidor, sugere a outros investidores deixar fora do país?

O ministro confia integralmente nas instituições financeiras brasileiras. O ministro aconselha investidores a deixar seus recursos no Brasil porque o país oferece melhores relações de risco/retorno. Os recursos são administrados por gestor independente sem interferência do ministro, figura conhecida como blind trust, para evitar conflitos de interesse.

5-O ministro declarou esse dinheiro fora do país no Imposto de Renda?

Os valores foram declarados no imposto de renda e pagos os impostos municipais e federais. Além disso, foram declarados às demais autoridades competentes.

6-Ao receber esses R$ 167 milhões em lucro, o ministro manteve esse montante em contas fora do país? Ou trouxe para o país?

Veja resposta da pergunta 4.

7-Para quem o ministro prestou serviços em 2015 que justificasse esses R$ 167 mi?

Durante anos, o ministro prestou serviço para uma série de empresas, como Lazard, J&F, KKR, etc, além de participar de diversos conselhos. O ministro foi presidente de grande instituição global e manteve o padrão de rendimentos consistente com sua experiência.

8-Há, nesse montante, valores recebidos em razão dos serviços prestados para a J&F?

É fato público que o ministro orientou a construção da plataforma digital do Banco Original e, portanto, foi remunerado pelo serviço prestado.

9-Por que, em setembro de 2016, o ministro resolveu fazer uma nova distribuição de lucros, sobre o período de janeiro a 30 abril de 2016?

Exatamente porque foi encerrado um balanço em abril, para deixar claro e transparente o corte em relação ao período anterior à nomeção para o Ministério, como recomenda a ética pública.

10-Há alguma relação com o fato de ter assumido a Fazenda dias depois?

A explicação está na resposta anterior.

11-Para quem o ministro prestou serviços nesse período?

Já respondido na pergunta 7.

12-Por que essa distribuição de lucros, no valor de R$ 50 milhões, foi feita mediante a transferência de cotas do fundo Sagres Multimercado para a pessoa física do ministro?

Veja resposta à pergunta 4.


13-Desde quando o ministro ou sua empresa é cotista?

Como já repetido, o fundo é administrado por um gestor de recursos independente.

14-O ministro continua cotista deste fundo? Se não, quando saiu? Por quê?

Veja resposta à pergunta 4.

15-Segundo dados oficiais da CVM, o fundo tinha, naquele setembro de 2016, apenas uma pessoa física como cotista, com 76% do patrimônio. O ministro, por ter um peso tão grande no fundo, tinha alguma ingerência nas decisões de investimento do fundo?

Veja resposta à pergunta 4.

16-O ministro vê algum tipo de conflito de interesse em ser cotista de um fundo administrado pelo Bradesco?

Veja resposta à pergunta 4.

17-O ministro vê algum tipo de conflito de interesse em ser cotista de um fundo com operações na Bolsa e com títulos do Tesouro?

Não. Conforme já foi dito, o fundo é totalmente administrado por um gestor independente.

18-Por que o ministro não tem investimentos em bancos públicos?

Veja resposta à pergunta 4.

Filho de desembargadora solto com munição, 131 quilos e fuzis era agente de operação de chefe do tráfico


247 – 10 dias antes de ser preso com drogas e munições pesadas, Breno Borges, filho da desembargadora Tania Garcia de Freitas Borges, presidente do Tribunal Regional Eleitoral/MS. caiu no grampo da Polícia Federal ajustando por mensagens de texto os pontos finais de uma ação espetacular. Seu interlocutor, na ocasião, era Tiago Vinícius Vieira, apontado como o líder da organização montada para assassinatos, corrupção de servidores públicos, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Tiago, que chama Breno de ‘mano’, é interno do presídio de segurança média de Três Lagoas.


Segundo a PF, o filho da desembargadora atuava como ‘agente operacional’ de Tiago. No diálogo capturado pela PF, Breno pede a Tiago, a quem chama de ‘bicho’, para lhe vender uma submetralhadora israelense Uzi. Tiago pergunta a Breno se ele ‘não pode dormir na cidade’ – o plano de fuga havia sido adiado por causa da chegada ao presídio de um novo detento.“Dormir eu não posso”, desculpa-se Breno. “Eu tinha que ter alguma desculpa prá minha mãe também, entendeu? Se eu dormir aqui vai dar desconfiança prá minha mãe. Se for o caso eu venho amanhã, bicho.”


O filho da magistrada foi preso no dia 8 de abril pela Polícia Rodoviária Federal no município de Água Clara (MS). Com ele, os agentes apreenderam 129 quilos de maconha e munições de grosso calibre – 199 projéteis 7.62 e 71 projéteis de 9 milímetros.