terça-feira, 15 de agosto de 2017

Temer diz que governo não mente para o povo mas toma medidas “necessárias”


Estado de Minas - Brasília, 10 – O presidente Michel Temer disse que o governo “não mente para o povo brasileiro” e que toma medidas “rigorosas, mas necessárias” para o equilíbrio das contas públicas. “Não ficamos apenas nas palavras, mas na ação”, afirmou, em cerimônia no Palácio do Planalto.


Ele ressaltou que o governo se pauta pelo diálogo e pela responsabilidade social e, neste tópico, destacou que a distribuição de lucros do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) fará com que a remuneração do fundo fique acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pela primeira vez em 11 anos. “Tenho muito orgulho de ocupar a presidência, menos pelo cargo, mas mais pelo que conseguimos produzir nesses 13 meses de governo”, acrescentou.

Temer destacou a queda da inflação em seu período no governo e também a redução da taxa Selic, que, ressaltou, caminha para encerrar o ano em 7,5% ao ano. “Hoje, precisamos até tomar cuidado, porque a inflação daqui a pouco zera. Estamos caminhando a passos rápidos para que o crédito seja mais barato no nosso País”, acrescentou.

O presidente chamou a atenção sobre a modernização das leis trabalhistas e disse que o governo está ajustando toda a legislação às demandas do século 21. “A cada dia praticamos um ato”, afirmou. “O resultado das medida é colocarmos os brasileiros sem animosidade entre si.”

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Com corte de verbas, cidades do Nordeste que dependem de carros pipas, estão sem água


Com a seca mais grave do Nordeste dos últimos 100 anos, parte dos municípios da região está sem água na torneira há um ano. Em Pedra Branca, no sertão cearense, o açude que abastece a cidade está sem água desde 2016, e os moradores dependem da distribuição em carro-pipa. Agravando ainda mais a crise, a Defesa Civil, que faz a distribuição nas áreas urbanas, reduziu o número de veículos entregando água devido a atrasos no repasse de verbas.


O abastecimento emergencial da Prefeitura de Pedra Branca é feito atualmente com seis caminhões-pipa. Se a operação da Defesa Civil estivesse funcionando plenamente, seriam 32 veículos no município. Com o corte, bairros que recebiam água diariamente estão recebendo água, no máximo, duas vezes por semana.

“Carro-pipa só dá cinco mil litros d’água. Não dá nem 10 minutos. Num instante acaba tudinho porque é muita gente [retirando água do ponto de abastecimento]”, diz a dona de casa Maria Aparecida. “Por isso é tanta correria quando a água chega”, completa o aposentado Manuel Vieira do Vale.

Situação de emergência

Nordeste enfrenta seca de cinco anos; moradores enfrentam perda de safra e mortes de animais (Foto: Alan Tiago Alves/G1)

A Defesa Civil do Ceará afirma que continua à espera de R$ 19 milhões do Ministério da Integração Nacional para abastecer a sede dos municípios com situação de emergência decretada. O Ceará tem atualmente 115 dos 184 municípios com situação de emergência reconhecida; pelo menos seis deles já precisam do carro-pipa nos bairros.


“Esse recurso foi pedido já no final do ano passado pra gente já fazer uma programação pra esse ano. Estamos aguardando até o momento a chegada dele”, afirma o coronel Cleyton Bezerra, coordenador da Defesa Civil no Ceará.

A situação se repete em outras regiões do Nordeste: a Bahia espera desde abril uma verba de R$ 27 milhões aprovada pelo Governo Federal. No estado, 1,1 milhão de pessoas sofre com falta de água.

O último recurso enviado para o abastecimento com o carro-pipa na Bahia foi há dois anos, no valor de R$ 9 milhões.

Sem verba, até o Exército, que faz a distribuição nas zonas rurais das cidades do Nordeste, reduziu o abastecimento. Por conta da crise, gente como o aposentado Joel conta com o resto de água da chuva que acumulou no início do ano para todas as utilidades da casa.

“Pipa passou foi no mês de junho. Se não chover, eu vou usando essa daí; se acabar essa daí, eu tenho que ou mudar ou caçar jeito de comprar.”

É CONFUSÃO! Procurador da Lava Jato diz que Raquel Dodge ‘deve explicações ao país’ sobre encontro com Temer


Da Folha: Integrante da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima disse nesta segunda-feira (14) que “encontros fora da agenda não são ideais para a situação de nenhum funcionário público”.



Ele foi questionado, em evento sobre compliance (atividades internas das empresas para evitar e detectar desvios) em São Paulo, sobre o encontro da sucessora de Rodrigo Janot na PGR (Procuradoria-Geral da República), Raquel Dodge, com o presidente Michel Temer que não constava na agenda presidencial.

“Nós mesmos [procuradores do Ministério Público Federal em Curitiba] às vésperas do dia da votação do impeachment fomos convidados a comparecer ao Palácio do Jaburu à noite e nos recusamos, porque entendíamos que não tínhamos nada a falar com o eventual futuro presidente do Brasil naquele momento”, disse Lima.

Dodge se reuniu com Temer no último dia 7 e, neste domingo (13), afirmou que formalizou o pedido da reunião por e-mail, na véspera da sua realização.


O encontro não estava registrado na agenda do presidente, mas, segundo a secretaria de comunicação da Procuradoria, constava na de Dodge. Como ela ainda não assumiu o cargo de procuradora-geral, não tem a agenda pública. Em relação ao motivo da conversa, Dodge afirmou à Folha, que se reuniu com o presidente para discutir a data da posse no cargo.

Para Carlos Fernando dos Santos Lima, “é claro” que a sucessora de Janot tem que se explicar. “Ela deu uma explicação e tem que ser cobrada pelas consequências desse ato”, disse.

Bolsonaro postou foto com bandeira da supremacia branca, a mesma usada pelos racistas dos EUA


DCM - Em junho de 2016, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho de Jair, postou uma foto com marmanjos armados. Ao fundo, a bandeira de uma cobra sobre os dizeres “Don’t tread on me” (“Não pise em mim”).



Ele explicou que “essa expressão nasceu nos tempos das 13 colônias americanas, representadas por uma cobra dividida”.

O desenho foi criado por Christopher Gadsden, um soldado da Carolina do Sul, durante a guerra da independência dos EUA.

A bandeira de Gadsden acabou adotada pela Ku Klux Klan, depois pelo extremista Tea Party e finalmente por supremacistas brancos.

Em 2014, um casal de fanáticos da supremacia branca matou dois policiais em uma emboscada em Las Vegas e deixou sobre os corpos uma suástica e a imagem amarela da serpente com a frase “Don’t Tread on Me”.


No ano passado, houve uma discussão sobre a possibilidade de banir o símbolo por seu caráter racista.

Você pode sempre argumentar que Eduardo Bolsonaro não sabia de nada disso.


A LEI DO RETORNO? Lojas Marisa, aquela que debochou de Lula e Dona Marisa, tem prejuízo milionário

Resultado de imagem para Lojas Marisa

De acordo com matéria do jornal Valor Econômico publicada na semana passada, a Lojas Marisa, a mesma que debochou de Lula e da Dona Marisa em campanha publicitária, em 2016, registrou um prejuízo líquido de R$ 24,4 milhões no segundo trimestre de 2017, o que representa um aumento de 32,4% em relação ao resultado negativo do mesmo período de 2016, de R$ 18,4 milhões.


Em 2016, comercial da empresa fez piada com Marisa Letícia, a esposa falecida do ex-presidente Lula, protagonizando uma das maiores bizarrices do marketing, extremamente criticado por especialistas em publicidade e propaganda. Em postagem no Instagram, uma imagem com “A culpa não é da Marisa”, foi usada como comercial do Dia das Mães. Na época da postagem, notícias falsas de que o ex-presidente Lula teria culpado sua esposa falecida de envolvimento em irregularidades foram bastante difundidas.

Nas redes sociais, milhares de internautas iniciaram uma campanha para boicotar a companhia. A maioria dos clientes da Lojas Marisa pertencem à classe C, a chamada “nova classe média”, justamente as pessoas que demonstraram total indignação contra o desrespeito da empresa. Novas ações de boicote estão sendo lançadas.

A Lojas Riachuelo, que apoiou abertamente o impeachment da Presidenta Eleita Dilma Rousseff, sofreu um boicote e também viu seus lucros despencarem. Nos Estados Unidos, ações de boicote são realizadas com muita frequência e funcionam.

O Brasil ainda está engatinhando nesse aspecto, mas já demonstra grande potencial. Recentemente, o jornalista Sidney Rezende divulgou em seu site que um grupo de empresas estavam preocupadas com os inúmeros protestos contra o jornalismo da TV Globo e contrataram uma empresa especializada para monitorar as redes sociais. Os empresários estavam com receio de que os telespectadores associassem suas empresas à TV Globo e realizassem um boicote.


A receita da companhia teve queda de 8,9%, passando de R$ 781,4 milhões para R$ 711,7 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 42,3 milhões, queda de 30,4%.

Segundo a companhia, o resultado foi afetado pela manutenção da fraca demanda no varejo e pelo acirramento da disputa por preços em lojas de rua e em shoppings.

Além disso, um número relevante de varejistas em shoppings optou por antecipar a liquidação de inverno já na segunda quinzena de julho — movimento não seguido pela Marisa.

A receita apenas com varejo foi de R$ 547,3 milhões, queda de 12,3%, com redução de 13,5% nas vendas mesmas lojas (unidades abertas há pelo menos um ano). O faturamento com serviços financeiros cresceu 5,2%, para R$ 45,2 milhões.

A Lojas Marisa encerrou o trimestre com endividamento líquido de R$ 526,8 milhões, valor 1,5% abaixo do registrado entre abril e junho de 2016.

*Com informações do Valor Econômico e do Nexo Brasil.

Procurador da lava jato diz que a força tarefa recusou agenda secreta com Temer à véspera do impeachment de Dilma


O procurador da República Carlos Fernando, em um evento em São Paulo, contou que Michel Temer teria convidado o time de procuradores que compõem a força tarefa da lava jato, a comparecer à um encontro clandestino, no Palácio do Jaburu, à véspera do julgamento do processo que destituiu a presidente Dilma do mandato. As informações são do Estadão.


Carlos Fernando, um dos principais procuradores da força tarefa da lava jato em Curitiba, contou nesta 2ª feira (14.ago), no Fórum de Compliance da Amcham, na sede do MPF, em São Paulo, que no dia 11 de maio do ano passado, véspera da votação da admissibilidade do processo de impeachment de Dilma, na Câmara dos Deputados, Temer teria convidado os procuradores a um encontro fora da agenda, à noite, no Jaburu.

“Tenho para mim que encontros fora da agenda não são ideais para nenhuma situação de um funcionário público. Nós mesmos às vésperas, no dia da votação do impeachment, fomos convidados a comparecer no Palácio do Jaburu, à noite, e nos recusamos. Nós entendíamos que não tínhamos nada que falar com o eventual presidente do Brasil naquele momento”, afirmou.

Sobre o encontro as escondidas entre a futura procuradora-geral Raquel Dodge e Michel Temer, o procurador ressaltou que “todo funcionário público é responsável pelos atos que têm”.


“É claro que ela tem que se explicar, ela deu uma explicação, ela que deve, então, ser cobrada das consequências desse ato”, disse ele.

Carlos Fernando lembrou que “Infelizmente não há como fugir da responsabilização das pessoas perante a sociedade.”.

“Eu não sou o corregedor do Ministério Público. Eu posso dizer por nós. Nós estivemos em uma situação semelhante e nos recusamos comparecer. Nós temos agora que avaliar as consequências dentro da política que o Ministério Público vai ter a partir da gestão dela.”. Completou.

Por Rogério da Silva

Jornal inglês The Guardian pergunta: “O Ocidente está obcecado com os problemas da Venezuela. E os do Brasil?”



Por Diário do Centro do Mundo: A Venezuela é o assunto de todos. Melhor ainda, a Venezuela é o assunto dos repórteres sempre que vêem [o líder trabalhista] Jeremy Corbyn: ele condenará o presidente Nicolás Maduro? Qual é a posição dele sobre a Venezuela e como isso afeta seus planos para a Grã-Bretanha? Os problemas reais da Venezuela – um país complexo com uma longa história que não começa com o presidente anterior Hugo Chávez e certamente não com Jeremy Corbyn – são amplamente ignorados ou deixados de lado. Isso não é nada novo: a maior parte do tempo, os debates da América Latina são vistos através de lentes ocidentais.




É claro que a situação na Venezuela é deplorável e preocupante. Mas é fácil ver que a preocupação com os abusos antidemocráticos de Maduro não vêm necessariamente da preocupação real com o bem-estar dos venezuelanos.

O vizinho Brasil não foi analisado ou debatido extensivamente, mesmo que tenha problemas semelhantes. O presidente do país, Michel Temer, escapou recentemente de medidas que o levariam a julgamento na Suprema Corte, fazendo com que o Congresso o livrasse. O caso Temer não era frágil ou partidário: havia uma montanha de provas, incluindo gravações dele debatendo abertamente ilegalidades com o empresário corrupto Joesley Batista.

Que um presidente posto no poder sob circunstâncias que podem ser, na melhor das hipóteses, descritas como desonestas, consiga permanecer no poder ao comprar favores do Congresso, mesmo que ele passe as medidas de austeridade mais severas do mundo, deveria ser suficiente para levantar algumas sobrancelhas internacionalmente.


Mas isso não aconteceu, e o Brasil continuou como a maioria das histórias sobre a América Latina fazem: despercebidas e não comentadas.