quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Bob Fernandes: "Mídias tradicionais e redes sociais se confrontam na "Batalha dos Tríplex""

Manifestantes contra e a favor de Lula se confrontaram em frente ao Fórum da Barra Funda, em São Paulo. No que pode ser visto como um primeiro round.

Valter de Araújo, do Conselho Nacional do Ministério Público, suspendeu depoimento que Lula e Marisa dariam ao promotor Cássio Conserino.

Valter acusa Conserino de "transgredir seus deveres funcionais". Conserino diz que seguirá investigando "pessoas que se consideram acima da lei". 

O plenário do Conselho decidirá sobre o assunto. O assunto, objeto de ampla batalha midiática, chama-se "Tríplex".

Na terça-feira, 16, na Folha de São Paulo, o cartunista Laerte publicou cartum que soa enigmático para quem não frequenta redes sociais. Tabuleta desenhada por Laerte, com uma mansão de três pisos ao fundo, anuncia: "Aceito permuta com tríplex em Guarujá".

O tríplex do Guarujá é o que acusam Lula de ser dono, o que ele nega.

O triplex desenhado por Laerte, tema por ora confinado às redes sociais, é da família Marinho, da Globo, em Paraty.

O do Guarujá, no condomínio Solaris, está há meses sob investigação midiática, e agora judicial.

O outro, de Paraty, estourou nas redes sociais há dias, com investigações e publicações feitas por jornalistas e blogs.

Os "Triplex", segundo distintas investigações e versões, teriam como proprietários formais subsidiárias, diferentes, da holding panamenha Mossack Fonseca.

Holding essa que brotou da Lava Jato como suspeita de ser multinacional branqueadora de bens e capitais.

Tudo isso, por ora, de parte a parte são investigações, judiciais e/ou jornalísticas, num vasto leque de mútuas suposições e acusações.

Ainda que de um lado ou de outro se busque desqualificar, ou esconder, um fato é inegável: milhões de pessoas já tomaram conhecimento disso aqui exposto. Seja nas mídias tradicionais, seja pelas redes sociais.

O Brasil têm 193 milhões de pessoas com TV em casa e 89% dos brasileiros ouvem rádio.

Brasileiros têm 258 milhões de celulares e mais de 100 milhões usam redes sociais.

O que falta mesmo é espaço econômico justo para produção, veiculação e debate verdadeiramente plural de conteúdo.

Confira: