sexta-feira, 18 de março de 2016

A democracia por um fio: intelectuais chamam à rua #VemPraDemocracia


O Brasil vive horas decisivas. Aquelas em que o poder se decide nas ruas.

Escolhas cruciais vão condicionar a sorte da sociedade, o destino da nação e a destinação do seu desenvolvimento por anos, talvez décadas adiante.

Um ciclo de crescimento se esgotou. Outro precisa ser construído.

Há perguntas que não podem se calar nessa hora: para quem, como e a que custo deve ser planejado o passo seguinte da vida brasileira?

Ecos de intolerância fascista, alimentados pela mídia, por parte do judiciário e de interesses conservadores operam para impedir que esse debate se realize em regime democrático, com direito ao contraditório, à informação isenta e ao imperativo da razão argumentativa.

Tudo é feito de modo a restringir essas escolhas nas mãos dos que preconizam para o país um ‘novo normal’: aquele baseado de regressão de direitos e alienação de riquezas.

Conspira-se abertamente para demolir o que o Brasil levou gerações para construir.

Os direitos abrigados na Constituição Cidadã de 1988 e as maiores jazidas de petróleo descobertas no mundo no século XXI, o pré-sal, são o alvo central e simbólico do cerco que se estreita.

O assalto é abafado pelo alarido de uma cruzada ética, liderada por um misto de dissimulação, vigarice e atentados ao Estado de direito. O juiz Sergio Moro usa o grampo que proibiu; o governador Geraldo Alckmin permite ato contra Dilma simultâneo à manifestação pró; o senador Aécio Neves veste a túnica da luta contra a corrupção; o ministro Gilmar Mendes antecipa cotidiamente sua sentença sobre o impeachment...

Nenhuma das questões essenciais que interessam a população brasileira encontra resposta nessa crispação da lógica conservadora.

No fundo, o que ela preconiza para os desequilíbrios nacionais –que não são poucos-- é um regime de democracia seletiva e a restauração pura e simples da cartilha neoliberal, responsável pela maior crise do capitalismo mundial desde 1929.

É nesse ambiente de escolhas cruciais que um punhado de intelectuais e artistas brasileiros, a exemplo de Luiz Gonzaga Belluzzo, Jorge Furtado, Maria Victoria Benevides, Fabio Konder Comparato, Andre Singer, Leda Paulani, Rosa Maria Marques, Fernando Morais e mais centenas de outros, decidiram criar o Fórum 21.

Sua meta é romper a interdição ao debate do que é essencial e contribuir para a repactuação democrática do desenvolvimento e da nação.

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