segunda-feira, 14 de março de 2016

A extrema-direita brasileira é uma tragédia


A direita no Brasil, que nunca teve pudor do estado de miséria e abandono a que relegou seu povo por 500 anos, parece ter perdido mesmo a vergonha de seus caricatos instrumentos.

O artigo do “porta-voz da juventude” Kim Kataguiri e Jair Bolsonaro se reuniram ontem, um com texto, a Folha, e outro posando para fotos, em Brasília, na idade mental de adoradores dos Power Rangers.

Este é o grau de indigência intelectual que vai se tornando dominante nas manifestações da direita.

Não que a direita seja isso, não é e nem é de brincadeira.

Mas ela despertou um mal que o Brasil não via desde que os integralistas e os TFP tinham se tornado apenas agrupamentos de interesse meramente arqueológico.

Um espécie de Godzilla político, que ninguém sabe onde, quando e quem irá parar.

Já nem se acanham recomendando a distribuição de fuzis para que fazendeiros defendam a bala suas propriedades, em lugar de fazê-lo com as leis.

Sinceramente, fico até constrangido de imaginar o que os oficiais das Forças Armadas, gente madura e intelectualmente preparada, sentem vendo um pateta destes se exibindo como se fosse o retrato dos militares brasileiros.

Não é e a hierarquia militar abomina este comportamento de tolices vaidosas.

Os nossos auto-denominados Power Rangers não são a verdadeira face da direita brasileira e nem são de fato, até agora, uma perspectiva de poder.

Le Pen também não era quando elogiou os fornos crematórios.

Nem, muitos anos antes, Hitler, no putsch da cervejaria.

O endeusamento desta aparente piada, ontem, tem significado.

Um significado tão terrível que não pode nunca ser encarado como comédia.