segunda-feira, 7 de março de 2016

Bob Fernandes: "A mídia de massa e as escolhas do que “esquecer”, narrar, esconder"


Sábado, véspera da manifestação contra Dilma, Lula, PE e o governo, o PMDB fará Convenção.

Temer quer a cadeira de Dilma e volta a falar em "unidade". Já recomposto com Renan Calheiros, presidente do Senado investigado na Lava Jato.

Com Temer, a porção do PSDB que quer o poder já, via impeachment. Serra entre eles.

Para quem quer nova eleição, como Aécio, melhor se o TSE fizer o serviço cassando Dilma e Temer.

Alckimistas querem 2018. Mútuas acusações de suborno nas "prévias" pela prefeitura de São Paulo, denúncias de roubo na merenda escolar etc brotam na batalha interna do PSDB.

Isso entre os que apregoam o futuro radioso e limpo.

Poder atual, PT e aliados enfrentam processos e ameaça de mais cadeia. E enfrentam a oposição, que avança no vácuo da incompetência e maracutaias.

Oposição inflada também por um ódio que sempre esteve por ai. Ódio que já não escolhe cor partidária. Nos últimos dias, país afora, a escalada de conflitos verbais e físicos.

Nas redes sociais, para milhões, muita informação, opinião plural, mas também muita ignorância, boçalidade, e mais ódio.

Democrática, a Rede é também divã para neuroses e fanáticos.

Em meios midiáticos de massa, cada vez mais, a imposição hegemônica de uma narrativa.

Bombardeio, megaexposição do que interesse e favoreça aliados na luta pelo Poder. E o esconder, enterrar, "esquecer" casos de corrupção dos aliados. O que resulta em triste re-ação igual e contrária.

Espaços para dissenso eventual não têm como esconder isso... E tal narrativa hegemônica impede que se perceba algo solar...

Há os que se escoram no "foco legal" e "prescrição legal" para não investigar corrupção de demais; aquela que até os tijolos conhecem.

Já o jornalismo só se conforma e se confina ao "foco legal", às"prescrições legais", e à hegemonia na narrativa, se assim quiser.