sexta-feira, 18 de março de 2016

Em entrevista, Ciro Gomes afirma que não vê Lula como ladrão e que Cunha é 'marginal'

O ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes deu uma entrevista exclusiva a Edson Silva no programa Vira e Mexe desta terça-feira (8).

Ciro é o pré-candidato do PDT à presidência da República, e falou sobre propostas, economia, situação política no Brasil, Lula, Eduardo Cunha e muito mais.

Sobre a situação econômica do país, o ex-ministro criticou a falta de planejamento "O Brasil precisa de um projeto econômico". Além disso, disse que é absurdo o nível de juros no país. "Estamos na pior recessão da história do Brasil e o Governo patrocina a maior taxa de juros do planeta", declarou.

Sobre sua pré-candidatura à presidência nas eleições de 2018, Ciro citou um pouco de seu projeto. "Se eu tiver a aventura de servir ao Brasil como presidente, meu projeto soma quem trabalha e produz".

O candidato fez ainda uma crítica aos governantes do país. "Um terço das pessoas do Congresso é muito séria e outro terço que é muito picareta. O outro terço é 'mestiço'" Segundo ele, esse terceiro grupo se desloca para o lado que estiver favorável.

Ciro disse ainda desacreditar que o ex-presidente Lula seja desonesto. "Não acho que Lula seja ladrão. Acho que ele tem uma moral frouxa", afirmou.

A respeito do juiz Sérgio Moro, o ex-ministro teme pela exposição demasiada à mídia. "Ele é um bom juiz, mas corre um risco permanente de perder a sobriedade necessária a um magistrado".

As críticas mais fortes foram feitas ao deputado Cunha. Segundo ele, o presidente da Câmara é um 'marginal'. "Eduardo Cunha, esse 'marginal', pega assuntos que são relativamente populares e cria um ambiente em cima desses assuntos e da fraqueza política do governo Dilma para destruir ainda mais o governo da Dilma".

Quanto à administração de Fortaleza, Ciro Gomes afirmou ser favorável e admirar o trabalho do prefeito "Roberto Cláudio é competente, é sério. Eu evitaria falar bem se eu não acreditasse nisso". Apesar disso, admite que a cidade tem problemas 'dramáticos'.

Confira entrevista completa abaixo: