terça-feira, 15 de março de 2016

JN está com medo do direito de resposta do Lula


Não parecia o Cid Moreira lendo o editorial do Brizola?

O Lula vai estrear o "direito de resposta" do Requião, no jornal nacional.

O que o jornal nacional fez com o Lula merecerá da Justiça a devida resposta - já escrita!

Não foi à toa que o Gilberto Freire com "i", nessa segunda feira, 14/03, concedeu aos advogados do Lula preciosos minutos no jn.

Para evitar novos recursos de direito de resposta.

Mas, tem um perigo: deixar o Lula falar!

Da última vez em que deixaram o Lula falar, depois do sequestro e do cárcere privado em Congonhas, deu na pesquisa da Vox Populi que inocentou o Lula e condenou o Moro.

Como se sabe, no livro "O Quarto Poder", o ansioso blogueiro reproduz uma das instruções que Roberto Marinho dava ao Armando Nogueira para editar os telejornais (sic) da casa.

Uma delas dizia assim: se o Brizola se jogar na linha do trem para salvar uma criança, se a criança se salvar e se o Brizola morrer... mesmo assim você tem que me consultar para saber se pode dar o nome do Brizola no jornal nacional!

Se o amigo navegante substituir "Brizola" por "Lula" ou "Dilma", a ordem permanecia em vigor.

Até o Requião - esse insensato! - tirar o direito de resposta da letra morta da Constituição e lhe dar vida, longa!

Contemple, agora, amigo navegante, o que o Bonner e a Renata tiveram que ler, com uma certa dificuldade, no jn de ontem:

Os advogados do ex-presidente Lula declararam que vão recorrer da decisão da juíza. Em nota, eles reafirmaram que o ex-presidente e os parentes dele não têm qualquer relação com o triplex do Guarujá. E que os depoimentos colhidos pelos três promotores do Ministério Público de São Paulo que assinaram a denúncia não podem se sobrepor ao título de propriedade, que indica que a construtora OAS é a dona do imóvel.

Os advogados do ex-presidente Lula declaram também que não há qualquer elemento que possa vincular o triplex ou a suposta reforma realizada no imóvel a desvios da Petrobras, como afirma a decisão da juíza. E que mesmo que fosse possível cogitar-se qualquer vínculo, o caso não iria para a Justiça Federal porque a Petrobras é uma sociedade de economia mista e há posição dos tribunais de que, nessa hipótese, a competência é da Justiça Estadual.

Os advogados de Lula argumentam também que mesmo que a competência fosse da Justiça Federal, não seria no Paraná, porque o imóvel fica em São Paulo. A defesa do ex-presidente Lula finaliza a nota dizendo que não se quer evitar qualquer investigação, mas, sim, evitar que alguns vícios evidentes no processo venham a motivar no futuro a sua nulidade, como já ocorreu em outros casos de grande repercussão.

O Instituto Lula não se pronunciou e divulgou no seu site na internet a nota dos advogados do ex-presidente.