segunda-feira, 21 de março de 2016

Temer desautoriza Serra sobre novo governo



Por meio do PMDB Nacional, o vice-presidente Michel Temer mandou um recado em alto e bom som para o senador José Serra (PSDB-SP): "‎PMDB‬ declara que Michel Temer não tem porta voz. Não discute cenários políticos para o futuro governo e não delegou a ninguém anúncio de decisões sobre sua vida pública", disse Temer; "Quando, se tiver que anunciar algum posicionamento, ele mesmo o fará, pessoalmente, sem intermediários", completa; ao jornal Estado de S. Paulo, Serra atropelou a articulação entre PMDB e PSDB e já adiantou medidas que o eventual "governo Temer" deveria tomar, como se comprometer a não concorrer à reeleição, não interferir nas disputas municipais deste ano, não promover uma caça às bruxas e montar um Ministério "surpreendente"


247 - O PMDB Nacional, comandado pelo vice-presidente Michel Temer, divulgou nota em que afirma que Temer não tem "porta-voz", num recado claríssimo ao senador José Serra (PSDB-SP).

"‎PMDB‬ declara que Michel Temer não tem porta voz. Não discute cenários políticos para o futuro governo e não delegou a ninguém anúncio de decisões sobre sua vida pública", diz o partido. "Quando, se tiver que anunciar algum posicionamento, ele mesmo o fará, pessoalmente, sem intermediários", completa.

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, Serra se adianta e já propõe medidas para a economia e para a saúde. Serra disse que Temer tem de se comprometer a não concorrer à reeleição, não interferir nas disputas municipais deste ano, não promover uma caça às bruxas e montar um Ministério "surpreendente".

Ele garantiu que o PSDB integrará o futuro governo Temer. "O PSDB será chamado e terá a obrigação de participar. Sem abdicar de suas propostas e convicções. Em um partido sério, toda participação em governo que não é o seu exige mão dupla. Você apresenta as ideias e se dispõe a cooperar. Daí nasce uma boa aliança."

"Não autorizo ninguém a falar por mim, muito menos formulando propostas por mim", rebateu Temer a um interlocutor, segundo o colunista Lauro Jardim.

Certos de que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff será aprovado no Congresso, PMDB e caciques do PSDB, como o senador Aécio Neves e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, já estão em conversas sobre propostas que deverão constar de um programa de governo capitaneado por Temer.