quinta-feira, 21 de abril de 2016

Será que a Economist também é bolivariana


247 – Depois de contribuir ativamente para a concretização de um golpe parlamentar no Brasil, a imprensa nacional agora se dedica agora a uma nova missão: impedir que a presidente Dilma Rousseff denuncie na Organização das Nações Unidas o vergonhoso processo de impeachment ocorrido no Brasil.
Foi o que fez, por exemplo, a Folha de S. Paulo, em editorial publicado nesta quinta-feira, ao dizer que a presidente Dilma Rousseff ultrapassaria todos os limites se denunciasse ao mundo o golpe de que está sendo vítima. O Globo, por sua vez, considerou "bolivariana" a tese de que houve um golpe no Brasil.
No entanto, a missão da imprensa brasileira é mais uma vez inglória. Isso porque praticamente todos os veículos de comunicação que têm peso na formação da opinião pública global, como New York Times, Guardian, Der Spiegel, CNN e Le Monde, entre muitos outros, têm batido na mesma tecla: houve um golpe no Brasil.
Ou seja: não faz o menor sentido tentar impedir que Dilma diga na ONU o que já vem sendo repetido nos quatro cantos do mundo. Nesta quinta-feira, até mesmo a ultraconservadora revista inglesa The Economist, frequentemente citada pela mídia nacional, tirou sarro do impeachment aprovado na Câmara dos Deputados no último domingo.
A capa da revista que circula neste 21 de abril, data de Tiradentes, o herói traído na Inconfidência Mineira, fala justamente da traição do Brasil.
A revista diz ainda que os delitos fiscais atribuídos à presidente Dilma Rousseff são muito menores do que os de seus algozes e afirma que o vice-presidente Michel Temer dificilmente será percebido como alguém com legitimidade para governar o País.


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