terça-feira, 17 de maio de 2016

Novo ministro da saúde quer acabar com SUS para beneficiar planos de saúde


O novo ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou nesta segunda-feira que, em algum momento, o país não conseguirá mais sustentar todos os direitos que a Constituição garante, como o acesso universal à saúde, e será preciso revê-los. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Relator do Orçamento de 2016 na Câmara, Barros comentou que não há capacidade financeira suficiente que permita suprir todas as garantias dos cidadãos.

— Nós não vamos conseguir sustentar o nível de direitos que a Constituição determina. Vamos ter que repactuar, como aconteceu na Grécia, que cortou as aposentadorias, e em outros países que tiveram que repactuar as obrigações do Estado porque ele não tinha mais capacidade de sustentá-las — avaliou o ministro.

O maior doador individual da campanha de Ricardo Barros (recém-nomeado ministro da Saúde) para deputado federal pelo Paraná em 2014 foi Elon Gomes de Almeida. Elon é sócio do Grupo Aliança, administradora de benefícios de saúde, e disponibilizou R$ 100 mil para a campanha de Barros. A Aliança mantém registro na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), vinculada ao Ministério da Saúde.

Além de ajudar Barros, Elon doou R$ 600 mil para a campanha de Vital do Rêgo (PMDB), candidato derrotado ao governo da Paraíba, R$ 200 mil para o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), que foi eleito, e R$ 100 mil para Eliana Calmon (PSB), que se candidatou ao Senado na Bahia, mas não conseguiu se eleger.

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