quarta-feira, 11 de maio de 2016

Temer escolhe equipe ministerial e já define primeiras medidas


O vice-presidente Michel Temer já iniciou a montagem da equipe ministerial de um eventual governo, que pode ser implementado em até 180 dias, caso o Senado Federal admita o processo de impeachment da presidente Dilma nesta quarta-feira (11).

Entre os ministeriáveis, estão nomes como Alexandre Moraes, atual secretário de Segurança de São Paulo, Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, no primeiro governo Lula e José Serra, atual senador tucano e ex-ministro de FHC.

Alexandre de Moraes, no Ministério da Justiça
O vice-presidente Michel Temer deve confirmar o nome do atual secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, para o Ministério da Justiça. Entre as principais tarefas de Moraes vai ser a articulação com governadores para ajudar os estados no combate à violência. É jurista e possui doutorado em Direito do Estado.

Henrique Meirelles, no Ministério da Fazenda
O nome do ex-presidente do Banco Central foi um dos primeiros divulgados para um eventual governo peemedebista. Meirelles foi responsável por equilibrar indicadores econômicos que dispararam quando o ex-presidente Lula assumiu a Presidência. O nome agrada representantes do mercado.

Romero Jucá, no Ministério do Planejamento
Atual presidente do PMDB e senador por Roraima, Jucá teve seu nome envolvido na Operação Lava Jato e na Zelotes. Em 2006 foi ministro da Previdência Social mas foi exonerado poucos dias depois. No ano seguinte, foilíder do governo do presidente Lula. É do círculo de políticos mais próximos a Temer.

Eliseu Padilha está cotado para Casa Civil
Ex-ministro da Aviação Civil, Padilha também é um dos políticos mais próximos a Temer. O peemedebista já acumulou diferentes cargos ao longo da carreira política. Ele foi prefeito de Tramandaí, município do Rio Grande do Sul, de 1989 a 1992, deputado federal de 1995 a 2011, ministro dos Transportes de 1997 a 2001, no governo FHC, e ministro da Aviação Civil em 2015.

Geddel Vieira Lima, na Secretaria de Governo
Também peemedebista, Geddel deve ser responsável pela articulação política entre o Palácio do Planalto e o Congresso. Em 2007, foi convidado pelo ex-presidente Lula para o Ministério da Integração Nacional.


José Serra, no Ministério das Relações Exteriores
Político experiente, Serra já foi ministro, anteriormente, no governo FHC, quando ocupou das pastas do Planejamento e da Saúde. O tucano já foi governador de São Paulo e atualmente ocupa cadeira no Senado Federal. Em 2010, concorreu à Presidência da República, mas perdeu no segundo turno para Dilma Rousseff.

Blairo Maggi, no Ministério da Agricultura
Um dos maiores agropecuaristas do Brasil e considerado por ambientalistas como um dos principais desmatadores da Floresta Amazônica, Maggi deve assumir a pasta do Meio Ambiente. Filiado ao PR, o ex-governador do Mato Grosso deve mudar de partido para participar do governo Temer.

Mendonça Filho, no Ministério da Educação e Cultura
A pasta, que deve sofrer uma fusão, deve ser comandada pelo político do DEM. Mendonça Filho é tido com um dos parlamentares mais críticos aos governos do PT na Câmara Federal. Já foi governador de Pernambuco.

Gilberto Kassab
Ex-ministro das Cidades no governo Dilma, Kassab deve assumir o ministério que vai resultar da fusão entre as pastas das Comunicações e Ciência e Tecnologia. O economista era filiado ao DEM até que, em 2011, fundou o PSD, com dissidentes do PSDB e PPS.

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