quarta-feira, 14 de setembro de 2016

“Não temos provas, mas convicção”: o powerpoint de Dallagnol nos jogou de vez no Paraguai


DCM - O show de Deltan Dallagnol na denúncia contra Lula teve como ápices uma confissão e uma apresentação em power point que resumem a tibieza dos argumentos.

Com um discurso recheado de chavões vazios, copiados de colunistas de direita, absolutamente político, o líder da força tarefa da Lava Jato, que apresenta em igrejas evangélicas suas soluções para a corrupção, falou que Lula é “o grande general que determinou a realização e a continuidade da prática dos crimes”.

É também o “comandante máximo do esquema de corrupção identificado no petrolão”. Fazendo uma conta de chegada o esquema na Petrobras movimentou 6,2 bilhões de reais em propinas.

Lula estava, diz ele, “no topo da pirâmide do poder”.

A fim de aparecer para as câmeras e, quem sabe, ganhar uma palavra dicionarizada como “petralha”,

tudo era parte de “um quadro muito maior chamado “propinocracia”.

O ex-presidente “escolhia os nomes para os altos cargos do governo” e “é o verdadeiro maestro desta orquestra criminosa”.

No diagrama vagabundo que faria corar o gerente de marketing das Casas Tamakavy, várias bolinhas com setas apoiadas para um círculo com o nome de Lula foram preenchidas com expressões como “reação de Lula” (!?).

O powerpoint rendeu uma série de paródias muito boas e muito mais reveladoras do que o original. Depois de seu solo de guitarra, com ampla cobertura da TV, ele finalmente foi ao que interessa quando respondeu a um jornalista na coletiva: “Não temos como provar. Mas temos convicção”.

Espera um pouco.

Transformaram o Brasil no Paraguai. O golpe chega a seu real objetivo. A derrubada de Dilma era um pit stop. Trata-se de tirar Lula da disputa de 2018.


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