sábado, 8 de outubro de 2016

João Doria: “Algum dia, quem sabe, todos os brasileiros poderão usar polo Ralph Lauren”


João Doria Júnior foi entrevistado pela jornalista Julia Duailibi, da piauí, hoje à tarde, no evento “Conversa com a Fonte”, realizado dentro do Festival Piauí GloboNews de Jornalismo.

O prefeito eleito de São Paulo disse que espera receber as contas municipais equilibradas. “Eu considero o atual prefeito, Fernando Haddad, uma pessoa de bem, embora tenhamos diferenças politicas. Ele me disse que vai entregar as contas em dia. Eu confio na palavra dele”.

Doria também reiterou seu apoio e gratidão ao governador de São Paulo: “Gosto muito de Geraldo Alckmin. Um homem correto, decente. Talvez ele seja o maior vitorioso dessas eleições no país”.

Sobre as brigas internas do PSDB e a oposição de setores do partido à sua candidatura, Doria disse que não há campanha “sem canelada”. “Após as eleições, falei com Alberto Goldman e outros que se opuseram a mim. José Serra me ligou e me cumprimentou. Também recebi o apoio de FHC. Sou uma pessoa pacífica”. Sobre o tom da conversa com Serra, enfatizou: “Dentro dos critérios do chanceler José Serra, ele foi generoso comigo”. Ao comentar os posts vazados por Whatsapp em que desancava Andrea Matarazzo, o candidato derrotado nas prévias tucanas, Doria disse que, ali, houve uma “expansão de sentimentos”.

Confrontado com memes da internet que o ironizam pelo hábito de usar camisas Ralph Lauren e casacos de cashmere amarrados nos ombros, o prefeito eleito afirmou: “Algum dia, quem sabe, todos os brasileiros poderão usar polo Ralph Lauren”. Doria disse ainda não se incomodar em ser chamado de coxinha: “Incorporei o coxinha. Aliás, adoro coxinha. Passei a experimentar todo tipo de coxinha a partir dessa campanha. E aprendi a comer pastel”. Em seguida, descreveu a melhor maneira de degustar o salgado: mordê-lo de lado para deixar a fumaça sair um pouquinho sem queimar a boca.

Ao longo da entrevista, reiterou algumas vezes que deseja trazer novos ares para o jogo político: “Eu não vim para fazer a velha política. Eu vim para fazer a boa política”. Quando um integrante da plateia lhe pediu uma opinião sobre a taxação das grandes fortunas, respondeu: “O Brasil já tem impostos demais”.