sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Estratégia de Temer é manipular TSE para se manter na presidência


A defesa do presidente Michel Temer nas ações que pedem a cassação da chapa vitoriosa na eleição presidencial de 2014 no Tribunal Superior Eleitoral joga com o tempo. O relator, ministro Herman Benjamin, dá sinais claros de que não vai separar as contas da cabeça de chapa. A defesa do presidente trabalha para adiar o julgamento para o momento em que o governo tenha maioria no tribunal. A pauta é de incumbência do ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, que tem poder para adiar a votação.

Temer tem hoje a garantia do voto de dois dos sete ministros: Gilmar Mendes e Luiz Fux, ambos do STF. Um terceiro ministro, Napoleão Maia Filho, o último a ingressar no TSE, pode vir a compor com a defesa presidencial.
Entre os votos considerados difíceis pela defesa de Temer, além daquele de Benjamin, está o da ministra Rosa Weber. A chave da defesa está nos dois ministros restantes, Henrique Neves e Luciana Lóssio, cujos votos são uma incógnita. O mandato de Neves acaba em 16 de abril e o de Luciana, em 5 de maio. A defesa conta com o recesso do fim do ano para ganhar tempo e conduzir sua votação para o momento em que o colegiado já tenha os substitutos.


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