quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Temer diz que o PMDB não é só Sergio Cabral


247 – O PMDB é maior do que Sergio Cabral. Essa foi a mensagem transmitida por Michel Temer, por meio de seu porta-voz Alexandre Parola, na noite desta quinta-feira.

“O presidente da República lembra que o PMDB tem mais de dois milhões de filiados que militam na atividade política e tem de ser analisado na plenitude de todas as suas ações em relação ao país. O partido continuará a cumprir seu papel relevante para a história brasileira”, disse ele.

Temer, que foi presidente nacional do PMDB, observa com preocupação a chegada da Lava Jato ao coração de seu partido.

Antes de Cabral, o ex-deputado Eduardo Cunha, bem mais próximo a ele, já havia sido preso. Nesta quinta, Temer nomeou como líder de seu governo o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que defendeu o golpe contra a presidente Dilma Rousseff como uma forma de "estancar a sangria" da Lava Jato.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil:

Paulo Victor Chagas – Repórteres da Agência Brasil
O presidente Michel Temer disse hoje (17) que o PMDB continuará cumprindo um “papel relevante” após a prisão do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB-RJ). Segundo o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, Temer disse que o partido tem milhões de filiados e deve ser “analisado na plenitude de todas as suas ações”.

Temer foi presidente nacional do partido e é presidente de honra da legenda. Cabral foi preso nesta quinta-feira pela Operação Lava Jato, acusado de receber propinas de construtoras durante seus dois mandatos como governador. Durante briefing à imprensa, o porta-voz respondeu a questões enviadas pelos jornalistas sobre as implicações da prisão de Cabral para o governo e o PMDB.

“O presidente da República lembra que o PMDB tem mais de dois milhões de filiados que militam na atividade política e tem de ser analisado na plenitude de todas as suas ações em relação ao país. O partido continuará a cumprir seu papel relevante para a história brasileira”, disse Parola.

Mais uma vez, Temer disse que “não há interferência” do governo na Lava Jato. Quanto à possibilidade de as investigações atingirem outros políticos cariocas, como o atual secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, o presidente disse confiar no mesmo. “O ex-governador Moreira Franco, que comandou o estado do Rio de Janeiro na década de 80, goza da confiança do Presidente da República”, afirmou o porta-voz.

Sobre as manifestações no Rio e o risco de elas ganharem força contra o governo federal, o presidente voltou a defender o diálogo com lideranças políticas e a sociedade para “resgatar a economia” e disse que tem feito de tudo “para pacificar o país e evitar que surjam novos conflitos”.


Ciro Gomes na palestra de tema Politics as the Solution no Brazil Conference - realizado pelos alunos de Harvard e MIT em Cambridge, Massachusetts: