quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Testemunha contra Lula, Cerveró acusa... Geddel


Paraná 247 - Testemunha de acusação no processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba, o ex-diretor Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró citou nesta quinta-feira, 24, ao juiz federal Sérgio Moro, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Viera Lima, no episódio em que o PMDB do Senado teria passado dar sustentação política a ele no cargo, em troca de propinas para as campanhas do partido.

Segundo Cerveró, quem indicou o senador cassado Delcídio do Amaral para diretoria de gás e energia da estatal, ainda em 1999, durante a gestão Fernando Henrique Cardoso, foi o PMDB.

"Delcídio tinha trânsito muito grande, ele tinha sido do PSDB. Inclusive, quem indicou ele para a Petrobras, em 1999, foi o PMDB, foi o pessoal do Geddel, o Jader Barbalho. E esse pessoal orientou o ministro Sillas (Rondeau, Minas e Energia), que fazia parte do grupo, a que me procurasse", contou Cerveró, ao relatar como entrou na Petrobras. Jader seria o principal nome do grupo.

Cerveró relaciona esse apoio do PMDB ao pós-mensalão, quando seu padrinho direto, Delcídio Amaral, teria perdido forças no governo. "Os acertos de propina teriam sido acertados com o ex-ministro de Minas e Energia Sillas Rondeau. "Com a ocorrência do mensalão, o PMDB, na figura do ministro Sillas Rondeau, que era ministro do PMDB, que entrou em substituição a ministra Dilma, que foi para a Casa Civil, ele me chamou e disse que o PMDB do Senado, porque havia essa divisão, passaria a também me apoiar, então eu acertei com ele., Foi quando eu conheci o Renan Calheiros."

Assim como vários outros delatores da operação Java Jato, Nestor Cerveró afirmou que não conhecia e não teve contato com o ex-presidente quando assumiu o cargo na Petrobrás, em 2003. "Não houve negociação com o Lula. Eu soube que quem fazia essas indicações na época era o ministro Zé Dirceu. Não conheci o presidente Lula nessa época e não sei de nenhuma interferência dele neste caso", afirmou.

Cerveró voltou a afirmar que o ex-senador Delcídio do Amaral, que também responde a um processo no âmbito da Lava Jato, recebeu propinas em relação as Alstom e GE. Ele lembrou do caso envolvendo a gravação em que Delcídio aparece pedindo para que não fosse citado no depoimento de delação premiada do ex-diretor.

Sobre o triplex no Condominio Solaris, apontado pelo MPF como do ex-presidente Lula, Cerveró foi incisivo em dizer que não conhece o local. "Eu não conheço nem o Guarujá. A informação que eu tenho é a da mídia", disse.


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