segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Após fracasso econômico, Temer decide copiar programa lançado por Dilma


Senadores progressistas já alertavam há tempos que o impeachment de Dilma Rousseff não era a solução para o País. E quem diria que os mesmos que articularam a deposição da presidenta, agora, copiam as iniciativas dela para tentar driblar a crise econômica e política, os escândalos e a alta impopularidade. Segundo a Agência Estado, o governo Temer vai relançar o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), lançado por Dilma, com outro nome.

A matéria, publicada nesta segunda-feira (12), afirma que Temer e aliados estão preocupados com o potencial dos vazamentos das delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht, além da divulgação no final de semana da pesquisa Datafolha mostrando o aumento da impopularidade do governo – apenas 10% dos entrevistados consideram a gestão ótima ou boa.

O PPE foi criado em julho de 2015 e, até o início de novembro, preservou 63.345 postos de trabalho, segundo o Ministério do Trabalho. Ao todo, 116 empresas aderiram ao programa, que permite a redução da jornada no emprego em até 30%, com redução também do salário em igual proporção. Metade desse desconto na remuneração é bancado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Pegando carona no sucesso da iniciativa, Temer quer rebatizar a iniciativa como Programa de Sustentação do Emprego (PSE), para preservar 200 mil empregos em quatro anos. E ele pretende fazer isso rápido, e não em janeiro, como pretendia a equipe do Ministério da Fazenda.

De acordo com a Agência Estado, o cronograma para divulgação foi acelerado para tentar neutralizar o impacto do vazamento da delação premiada do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho. O ex-executivo afirmou nos depoimentos que Temer pediu dinheiro da Odebrecht. Outros integrantes do governo também foram citados.

A reportagem afirma ainda que a correria para lançar o PSE também tenta amenizar a crise na base. O receio é de que o clima desfavorável prejudique a tramitação da PEC da Previdência, que começa a ser discutida na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) nesta semana, contando com parecer a jato do relator da matéria, deputado Alceu Moraes (PMDB-RS).


Confira também. Não há deficit previdenciário! Não há rombo da previdência! O que existe é um superavit previdenciário! Chocante? Pois é, Ciro Gomes te fala a verdade.