quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Ministro da Saúde reduz número mínimo de médicos por UPA

Imagem relacionada

Acaba o ano e não acabam as maldades do governo Temer. Hoje o ministro da Saúde, Ricardo Barros, chamou uma entrevista coletiva para anunciar a flexibilização nas regras de funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Na prática, cada UPA poderá ter no mínimo dois médicos. Antes, era exigido o número mínimo de quatro médicos por unidade e, agora, caberá ao gestor municipal definir o número de profissionais na equipe. A partir do tamanho da equipe médica, será estabelecido o valor de custeio que será repassado ao município.

Como Ricardo Barros já é conhecido por não perder a oportunidade de ficar calado, ele disse na coletiva:

“É melhor dois [médicos] do que nenhum. O Brasil precisa cair na real. Não temos mais capacidade de contratar pessoal”.

“É melhor essa UPA funcionando com um médico de dia e um de noite do que ela fechada”, completou.

Já sabíamos que com a redução de orçamento para 2017 e a aprovação da PEC 55 (que congela os gastos públicos) os recursos para a área da Saúde iriam diminuir e a qualidade dos serviços também. Só não esperávamos que fosse tão rápido. Além da redução do número de médicos, também está previsto o compartilhamento de equipamentos entre as UPAs. Ou seja, menos médicos, mais precarização do atendimento. Parece que é o ministro que “tem que cair na real”.

Confira também, Vídeo com o Lula que está bombando na internet