quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O pacote de Natal de Temer é um saco vazio sem o presente necessário: a renúncia

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Por Kiko Nogueira - Michel Temer tem 8% de aprovação, segundo a última pesquisa CUT/Vox Populi. É mais impopular que Dilma em seus piores momentos.

Para 79% dos entrevistados, o desemprego vai aumentar, acréscimo de 18 pontos sobre o índice anterior. Ainda segundo a segundo a pesquisa, 87% rejeitam a reforma da Previdência.

Sobre a reforma fiscal, aumentou de 70% para 78%, de outubro para dezembro, o percentual de pessoas contrários ao congelamento por 20 anos dos gastos públicos, em especial com saúde e educação.

Com Temer na presidência, o combate à corrupção vai piorar para 49% dos entrevistados – em outubro, eram 30%.

Uma inhaca, em resumo.

A sorte do minúsculo MT é que ele vive em outro país.

Numa coletiva feita na quinta, dia 22, para falar de sua reforma trabalhista e de banalidades, Temer pintou um quadro numa realidade paralela.

“Uma das chaves do nosso governo é a palavra diálogo. O Executivo não governa sozinho, governa com apoio do Legislativo. Nós propusemos o teto dos gastos públicos, sendo certo que os orçamentos seriam revisáveis apenas pela inflação do ano anterior”, disse.

“Seria muito confortável passar esses dois anos na Presidência sem mexer nos temas polêmicos, como aparentemente era o tema dos gastos. Mas foi tão confortável tratar desse tema, que a medida foi aprovada com quorum expressivo na Câmara e no Senado”.

No colo de Papai Noel, ele ponderou que “devemos afastar aqueles maniqueístas que acham que a verdade está só de um lado. Afastar aqueles que são raivosos, que usam a irritação para contestar.”

“O símbolo dessa solenidade chama-se paz social. Por que não dizer que a partir deste Natal nós conseguiremos ouvir todos os brasileiros? Não tenho dúvida disso.”

Inacreditável, mesmo para os padrões de Carlos Magno.

Na Temerlândia, ninguém está chateado com uma economia em recessão, revisões do PIB par baixo, com a roubalheira desenfreada, com flagrantes de tráfico de influência, com um ministro a menos por mês — e com um chefe da nação que foge de velórios.

No Brasil real, temos um presidente tão desprezível que se orgulha de sua impopularidade e do fato de se apoiar nela para tomar medidas impopulares.

Na Temerland, presidentes ilegítimos e covardes não renunciam e se agarram à cadeira — até serem enxotados como ratazanas prenhes.

Essa pinguela de FHC rendeu.


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