sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Com o pai preso, filhos de Cunha curtem 'a vida adoidado'

Reprodução/Instagram

O ex-deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ) deverá completar no próximo dia 19 três meses de prisão preventiva. Desde dezembro passado, Cunha aguarda julgamento preso no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana do Paraná. Um dia depois do Natal, uma foto de uma quentinha servida na penitenciária circulou pelas redes sociais. O almoço servido naquele dia foi arroz, feijão, bife, cenoura refogada e farinha.
Nada demais ou que destoasse de qualquer encarcerado pelo país afora. O que chamou atenção e ainda chama é que os filhos e a mulher do ex-presidente da Câmara seguem a vida normalmente, desfrutando de uma vida confortável. Nos primeiros dias após a prisão de Cunha, no dia 19 de outubro, os filhos de Cunha a mulher, a jornalista Cláudia Cruz, foram flagrados visitando o ex-parlamentar.

O advogado de Cunha, Marlus Ams, justificou que a visitas da família ficaram em menor quantidade para evitar tumulto e exposição. Quem acompanha a vida familiar do ex-deputado, em especial nas redes sociais, fica sabendo que a vida de consumo de luxo continua. Cunha tem quatro filhos - três do primeiro casamento, Danielle, Felipe e Camilla Dytz da Cunha -, e Bárbara Cruz da Cunha, também conhecida pelo apelido de Babu. Além disso, ele já declarou que considera como filha Ghabriela Amorim, fruto do primeiro casamento de Cláudia Cruz.

Depois do episódio da prisão, todos fecharam suas contas, com perfil privado, disponível só para amigos, exceto Bárbara. Mesmo sem postar locais, exceto quando é no Rio de janeiro, cidade onde mora, é possível vê-la curtindo o verão em praias paradisíacas.

Filhos e mulher implicados
Para investigadores da Operação Lava-Jato, há indícios de que os filhos de Cunha e Cláudia Cruz estão implicados nas suspeitas que pesam contra o ex-presidente da Câmara, recebimento de propina e lavagem de dinheiro. Cunha está preso aguardando sentença porque, no pedido de prisão, o Ministério Público Federal alegou que havia risco de fuga do parlamentar, já que ele tem dinheiro no exterior e possui dupla cidadania (brasileiro e italiano).

Na decisão pela prisão preventiva, o juiz Sérgio Moro considera que há risco para aplicação da lei penal, já que nem todas as contas de Eduardo Cunha no exterior foram identificadas e bloqueadas. Nesta quinta-feira, a defesa do ex-deputado divulgou que entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da decisão da Câmara dos Deputados que cassou o mandato do peemedebista. Os advogados também querem a restituição do cargo de Cunha, até que seja julgado o mérito da ação. Ele também já pediram um habeas corpus para Cunha, sem êxito até o momento.

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