domingo, 1 de janeiro de 2017

De uma jovem de 15 anos a Temer: não há escuridão que dure para sempre



Por Maria Eduarda Paschoalini

Sei que tenho apenas 15 anos, mas amo o Brasil 247 por bater com os meus ideias e direto leio, por indicação do meu professor de filosofia, Leonardo Almeida.

Fiz um texto e gostaria que vocês lessem. Obrigada! A foto, pela qual eu me refiro no texto, é uma minha com a Beatriz Cerqueira. 

2016 está acabando e eu prometi que iria postar esta foto algum dia. Este ano não foi nada fácil. Vieram panelaços, “manifestações” e processos. Vieram “Fora, Dilma”; “Tchau, querida”; “Comunista de iPhone...”.

Veio Bolsonaro, Cunha, Renan, Aécio. Com eles e sua farsa incrivelmente planejada, veio Temer. Veio um impeachment sujo, sem nenhum crime comprovado. Veio golpe. E não para por aí. Vem a PEC, Reforma da Previdência...Mas não. Nós não tememos e nem iremos temer.

Tudo ficou bem claro de como cada um é, como a mídia é manipuladora e o ódio que todos eles têm pela esquerda.

Agora, sim, podemos entender o porquê de Dilma não saber negociar com Eduardo Cunha e seu congresso. Isso não é defeito, é virtude. Não é que ela não sabia governar, ela simplesmente não cedia às piores jogatinas de um congresso medíocre, que nós elegemos e que, hoje, temos que reconhecer que está ali para fazer um negócio e não uma política pública. Isso tinha mesmo um dia que mudar. Ela apenas não brincou do jogo que chamam, distorcidamente, de fazer política.

E você, Beatriz, não cansou de se calar. Gritou, gritou muito. Fez com que sua voz se tornasse eco em cada coração valente que existe. Lutou. Com todas as forças e garras. Enfrentou gás de pimenta e bomba. Enfrentou ataques e processos. Haja processos nisso tudo. Mas sempre com uma força inexplicável, fazendo verdadeiro o significado da palavra “guerreira”. Os bandidos as chamam de burras, os covardes as chamam de inflexíveis. Os jornais as chamam de incompetentes e os manipulados as chamam de “mais umas”. Mas vocês não são “mais umas”. Vocês são únicas. Únicas em um mundo só de mediocridade, em que o lucro prevalece o social.

De que fibra vocês são feitas? Enfrentaram a opressão, a tortura. Enfrentaram passeatas, xingamentos, manifestações. 

Vieram golpistas e mais golpistas, todos as ameaçando. E ainda veio o impeachment, que foi necessário para descortinar essa vergonhosa e pavorosa jogatina que infelizmente esse grande e belo país está mergulhado, a incoerência de uns e a ignorância de outros ajudaram nesse desmonte carnificinal, mesmo que indiretamente.

Elas? Estão cada vez mais lindas. Calmas, serenas e elegantes, com seus sorrisos lindos no rosto. Juntas, elas enfrentam um batalhão de homens com ódio e que querem acabar com a nossa democracia, através de um afastamento inconstitucional. E vão derrubando um por um...De onde vem tanta força? De onde vem tanta determinação? Ela são valentes, dignas. Elas são feitas da fibra da fé, da coragem. Elas são mulheres. Elas são minhas inspirações.

Se eu pudesse conceituar a palavra “resiliência“, conceituaria-a em: guerreiras, como Dilma e Beatriz, em luta. Lutaremos sempre. Não desistiremos, nem temeremos nunca. Estou com vocês. É claro que o sol vai voltar amanhã. Como Beatriz mesmo disse, enquanto o sol não volta, não nos acostumemos com a escuridão, não permitamos que eles matem nossa fé e esperança. Dias melhores virão. Não há escuridão que dure indefinidamente. Só não podemos desistir!


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