terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Dono da Friboi ironiza boatos sobre filho de Lula

José Batista Júnior friboi

O empresário José Batista Júnior negou qualquer relação empresarial do grupo JBS, que controla a Friboi, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou com seu filho, Fábio Luis, o Lulinha. Ele ironiza os boatos que insinuam uma ligação entre as famílias. Esclarece que os rumores não passam de intriga.
“Muito tempo atrás, nós éramos laranjas do Iris. Aí o Iris perde para o Marconi, e aí vieram me perguntar: e agora é do Marconi? Agora estão dizendo que o Friboi é do Lula. Isto é intriga da oposição. Eu nunca vi o Lulinha na minha vida”, comentou.

Batista, que almejou ser candidato ao governo de seu estado no lugar de Rezende, disse ainda que a “JBS é da família e dos acionistas do mundo inteiro”. “Imagina que coisa horrível as pessoas colocarem em uma rede social uma coisa dessas. Não existe fundamento algum. Isso é a oposição, querendo derrubar o Lula, querendo colocar uma empresa multinacional que hoje é exemplo para o Brasil, envolvida em uma situação dessas. Olha, onde chega a maldade dentro de uma questão política. Não existe absolutamente nada”, completou.
José Batista Júnior controla o grupo junto com seus dois irmãos, Joesley Batista e Wesley Batista. A empresa foi fundada em 1953 pelo seu pai, José Batista Sobrinho.

Inapto para a política

Devido a declarações intempestivas, José Júnior, ou Júnior Friboi, é considerado inapto para a política. Nas eleições de 2014, Friboi esnobou o PT do ex-prefeito de Anápolis Antônio Roberto Gomide. “O PMDB não tem que esperar o PT. O PT não pode impor o candidato do PMDB. Não tem que esperar nada”, disse à época.

Financiamento político

O Grupo JBS é tradicionalmente um dos maiores financiadores de campanhas eleitorais no País, concorrendo na mesma faixa de investimentos de bancos como o Itaú e Bradesco, ou empreiteiras como Odebrecht, Camargo Correia, OAS e Andrade Guitierrez. Neste sentido, Júnior Friboi mostra-se favorável ao financiamento do modelo atual que permite o financiamento empresarial das campanhas eleitorais no Brasil. Júnior, ele próprio doador de campanhas políticas, acredita que o financiamento das campanhas sempre existiu e sempre existirá.

“Desde que foi criado o mundo e a política, o sistema financeiro sempre interferiu na política, até porque não se faz política sem doações, dinheiro, capital. Sobre reforma política, eu sou favorável ao financiamento público. Quem banca, bota banca. Quem financia tem direito de cobrar depois. Mas cobrar no bom sentido”, diz.

Confira também, Senador Humberto Costa é agredido por fascista em livraria