sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Geddel liberava crédito e mandava SMS a Cunha: agora é com você

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247 - A Polícia Federal divulgou mensagens trocadas entre Geddel Vieira Lima, ex-ministro e ex-braço direito de Michel Temer, e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em um relatório sobre a Operação Cui Bono, deflagrada nesta sexta-feira 13.



A investigação apura um esquema de fraude que funcionou na Caixa Econômica Federal pelo menos entre 2011 e 2013 na liberação de crédito a empresários. Na época, Geddel ocupava o cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, e Cunha era deputado.

Os dois são acusados de cobrar propina de empresários para emprestar dinheiro do banco. Em um dos casos, envolvendo a empresa Marfrig, do ramo de frigoríficos, Geddel informou a Cunha por SMS que o voto sairia naquele dia.

"Opiniao de voto: favoravel", dizia a primeira mensagem de Geddel, seguida de outra: "Ja foi,Agora e vc", que a PF entendeu como "Já foi, agora é com você".

As mensagens estavam em um celular apreendido pela PF no âmbito da Operação Catilinárias, realizada em 15 de dezembro de 2015. O aparelho estava em desuso e foi encontrado na residência oficial do então presidente da Câmara Eduardo Cunha. A dupla pode ter cometido crimes de corrupção, quadrilha e lavagem de dinheiro.

Em seu pedido de busca e apreensão à 10ª Vara Federal de Brasília, o Ministério Público Federal afirmou que Geddel Vieira Lima fazia parte "de uma verdadeira organização criminosa".

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta sexta em imóveis de Geddel em Salvador por ordem do juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, que em seu despacho, afirmou que o ex-ministro agia "internamente, em prévio e harmônico ajuste com Eduardo Cunha e outros, para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecia informações privilegiadas para outros membros do grupo criminoso".

Em nota, a Caixa informou que 'presta irrestrita colaboração com as investigações'. Leia a íntegra:

"Em relação à Operação da Polícia Federal realizada nesta sexta-feira (13 de janeiro) e no que diz respeito à CAIXA, esclarecemos que o banco está em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com as investigações, procedimento que continuará sendo adotado pela CAIXA."


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