quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Paulinho da Força, um golpista arrependido

Paulinho

Revista Fórum - Um dos mais entusiasmados protagonistas do impeachment da presidenta Dilma na Câmara e talvez o único líder trabalhista a apoiar o golpe, Paulinho da Força parece estar arrependido. Para ele, o governo golpista de Michel Temer está pior do que a de Dilma.

A desfeita com o planalto tem origem na disputa pela sucessão de Rodrigo Maia (DEM-RJ).  Apoiando a candidatura de Jovair Arantes à presidência da Câmara, o deputado do Solidariedade diz que Casa “tem de ter um pouco de independência” e critica a preferência do Planalto, nos bastidores, pela reeleição do atual presidente.


“‘Já falei para o Jovair que ele tem é que pedir que o governo diga claramente que apoia o Rodrigo. O governo Temer está pior do que o da Dilma’, afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), presidente do Solidariedade, ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Apesar da crítica, o parlamentar paulista disse que seu partido vai permanecer no governo Temer, no qual comanda a Secretaria de Desenvolvimento Agrário.

Em discurso durante o lançamento da candidatura de Jovair na tarde desta terça-feira, 10, Paulinho já tinha discursado nessa linha. “A Câmara tem de ter um pouco de independência. Não podemos ter aqui um candidato do Palácio do Planalto”, afirmou Paulinho.

Na fala, o deputado disse que a Casa precisa de um presidente que olhe para o que “pensam todos deputados” e não apenas as lideranças dos partidos.

Apesar de ainda não ter lançado oficialmente sua candidatura, Rodrigo Maia articula apoio para ser reconduzido ao comando da Câmara. Oficialmente, o Planalto afirma que não se envolverá na disputa interna da Casa, mas, nos bastidores, tem preferência pela candidatura do deputado do DEM. Além disso, vários ministros do governo Temer estão ajudando o parlamentar fluminense a viabilizar sua candidatura.”

Em maio do ano passado a Fórum antecipou senadores golpistas que manifestavam arrependimento. Na época, políticos como Cristovam Buarque, por exemplo, demonstravam estranheza e repúdio por “um ministério sem mulheres, sem representantes de minorias e dos movimentos sociais”.


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