domingo, 22 de janeiro de 2017

Roqueiro divulga endereço do filho de Teori Zavascki para 'protesto'

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Pragmatismo - Após o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, determinar na noite desta terça-feira (22) que o juiz federal Sérgio Moro envie para o STF as investigações da Operação Lava Jato que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um grupo de manifestantes deixou uma faixa em frente ao prédio onde vive o ministro em Porto Alegre.


“Deixa o Moro trabalhar”, dizia a faixa criticando a decisão de Zavascki e, ao mesmo tempo, apoiando o trabalho do juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, onde são conduzidas as investigações da Operação Lava Jato. A mensagem foi retirada do local durante a manhã desta quarta-feira (23).



Mais cedo, o roqueiro Lobão divulgou em sua conta do Twitter, que contém milhares de seguidores, o endereço do filho de Teori Zavascki com o intuito de que se realizem protestos para constranger a família do ministro do STF.

Outros grupos de oposição também incitaram o ódio contra Zavascki. Alguns internautas repudiaram a prática: “É preciso classificá-los como fascistas, pois os métodos são exatamente os mesmos das milícias nazis da Alemanha”, publicou um usuário.

Veja abaixo o post de Lobão:



A decisão de Teori Zavascki
Na decisão, Zavascki diz que compete somente ao STF avaliar como deve ser feita a divisão de investigações quando há indícios de envolvimento de autoridades com foro privilegiado, como Dilma e ministros.

Quanto aos áudios, o ministro diz que a lei proíbe “expressamente a divulgação de qualquer conversação interceptada” e determina a “inutilização das gravações que não interessem à investigação criminal”.

“Não há como conceber, portanto, a divulgação pública das conversações do modo como se operou, especialmente daquelas que sequer têm relação com o objeto da investigação criminal. Contra essa ordenação expressa, que – repita-se, tem fundamento de validade constitucional – é descabida a invocação do interesse público da divulgação ou a condição de pessoas públicas dos interlocutores atingidos, como se essas autoridades, ou seus interlocutores, estivessem plenamente desprotegidas em sua intimidade e privacidade”, escreveu o ministro.

No mesmo despacho, Zavascki decretou novamente o sigilo sobre as interceptações. No prazo de dez dias, Moro deverá prestar informações ao STF sobre a retirada do segredo de Justiça das investigações.

Ao decretar novamente o sigilo sobre as gravações, Zavascki diz que, apesar de já terem se tornado públicas, é preciso “evitar ou minimizar os potencialmente nefastos efeitos jurídicos da divulgação, seja no que diz respeito ao comprometimento da validade da prova colhida, seja até mesmo quanto a eventuais consequências no plano da responsabilidade civil, disciplinar ou criminal”.

“Mataram o Teori por causa da Lava-Jato”, afirma Kajuru