sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Temer defende Moro na ONU e diz que ele não é parcial nem partidário

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Jornal GGN – O governo Michel Temer enviou ao Alto Comissariado da ONU (Organização das Nações Unidas) para Direitos Humanos uma mensagem avaliando que o juiz Sergio Moro, símbolo da Lava Jato, tem dado tratamento “imparcial” e justo a Lula, ao contrário do que alega a defesa do ex-presidente.


De acordo com o Estadão, o documento à ONU foi enviado nesta sexta-feira (27), e as autoridades brasileiras escrevem que além de imparcial, Moro tem garantido os direitos de defesa de Lula. Além disso, disseram que o ex-presidente não tem “seus direitos ameaçados no Brasil”.



Em julho de 2016, os advogados de Lula denunciaram à ONU o que chamam de “abusos” praticados por Moro durante a Lava Jato. Entre os pontos de destaque está a condução coercitiva do ex-presidente – criticada por juristas de renome – além de ações decorrentes do caso triplex – vazamentos à imprensa, impedimento para produção de provas, ameaças de cassar a palavra da defesa durante audiências com testemunhas, entre outras ações.

Em outubro, a ONU aceitou registrar o caso e deu, inicialmente, até o dia 27 de dezembro para que o governo respondesse. O prazo foi estendido para esta sexta após a defesa de Lula inserir novos argumentos contra Moro.

“O Estado apurou que os documentos foram preparados em conjunto pelo Itamaraty, Ministério da Justiça e Advocacia Geral da União.”

O jornal ainda informou que, agora, a ONU pode levar dois anos para analisar o caso e decidir se aceitará entrar no mérito da questão. Se isso ocorrer, outros três anos podem se passar até que Lula tenha uma decisão do órgão internacional.

Enquanto isso, em Curitiba, os depoimentos do caso triplex serão retormados em fevereiros e devem se encerrar em março, dando margem a um julgamento definitivo de Moro. O juiz federal ainda tem em suas mãos uma segunda ação contra Lula, envolvendo dois terrenos que o Ministério Público Federal associa a pagamentos de propina pela Odebrecht.

Em Brasília, Lula também é investigado por tentativa de obstruir a Lava Jato e tráfico de influência. Ainda há outros dois inquéritos da Polícia Federal (sítio de Atibaia e empresa de palestras) em fase de conclusão.


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