sábado, 21 de janeiro de 2017

Temer paga apoio do PSDB ao golpe com Itaipu


247 - A fatura do golpe parlamentar que permitiu a Michel Temer subir ao posto de presidente da República continua a ser debitada na conta da democracia brasileira. A moeda mais utilizada por Temer para pagar aliados tem sido uso de cargos na máquina pública.


Em meio pressão, especialmente do PSDB, por mais cargos no governo, Temer decidiu trocar o comando da usina hidrelétrica binacional Itaipu. A direção-geral da binacional será ocupada por Luiz Fernando Vianna, ligado ao governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Ele ocupará a cadeira de Jorge Miguel Samek escolhido para o posto em 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.



Ávidos, os tucanos também não desistiram de integrar o “núcleo duro” do governo, com a indicação do deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA) para a secretaria-geral da presidência.

Segundo o jornalista Erich Deact, a confirmação do nome do deputado para o cargo deve ocorrer apenas após a disputa pela presidência da Câmara, prevista para o próximo dia 2 de fevereiro.

Além do PSDB, também estão contemplados com uma nova leva de nomeações no Diário Oficial da União desta próxima segunda-feira, 23, siglas que apoiaram o golpe, como o PP e PPS, além do PMDB.

O jornalista do Estadão cita até o senador Roberto Requião, um dos mais críticos do governo Temer, como beneficiado por indicações em Itaipu. Segundo ele, Requião teria indicado Ramiro Wahrhaftig para a diretoria de coordenação da estatal. "A relação de Wahrhaftig com Requião remonta ao período em que o senador foi governador do Estado. Na ocasião, o novo diretor ocupou a Secretaria da Indústria e Comércio do Paraná", afirma.

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