quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

2014, o Brasil ia muito bem com Dilma. Aí o Aécio não aceitou perder a eleição...


"O que eu tenho dito, afirmei no meu discurso, e reafirmo aqui para o senhor, é que a partir do dia seguinte da minha eleição, uma série de medidas políticas para desestabilizar o meu governo foram tomadas. Primeiro, pediu-se recontagem de votos. Depois, pediu-se auditoria das urnas. Nos dois casos, após um ano, verificou-se que isso não tinha nenhuma irregularidade. Na sequência, senador, antes da minha diplomação, arguiu-se no TSE, e levantou-se a necessidade de auditar as minhas contas. Isso está em processo", disse Dilma, lembrando que o senador tucano também tem suas contas de campanha sob investigação do TSE. 


O que motivou a pergunta de Aécio foi o discurso da presidenta Dilma que foi enfática: "Desde a proclamação dos resultados eleitorais, os partidos que apoiavam o candidato derrotado nas eleições fizeram de tudo para impedir a minha posse e a estabilidade do meu governo. Disseram que as eleições haviam sido fraudadas, pediram auditoria nas urnas, impugnaram minhas contas eleitorais, e após a minha posse, buscaram de forma desmedida quaisquer fatos que pudessem justificar retoricamente um processo de impeachment... Como é próprio das elites conservadoras e autoritárias, não viam na vontade do povo o elemento legitimador de um governo. Queriam o poder a qualquer preço".


Respondendo as indagações de Aécio, que resgatou perguntas que fez durante os debates eleitorais de TV, Dilma afirmou que a queda dos preços das commodities, como petróleo e minério de ferro, em 2014, que afetou a economia do país. A presidenta destacou que três dias após o segundo turno eleitoral, os Estados Unidos começaram a sair da política de expansão fiscal.

"A consequência é elevação dos juros americanos e desvalorização generalizada das moedas. Esse é um processo extremamente comprovável. Não foi só o real. Foram todas as moedas atingidas, provocando um efeito na inflação, via o câmbio desvalorizado", disse Dilma, citando ainda a grave crise energética provocando uma das maiores secas da história no Sudeste.
Dilma salientou que a política do "quanto pior melhor" ganhou um parceiro com a eleição de Eduardo Cunha par a presidência da Câmara dos Deputados.

"Esta eleição do senhor Eduardo Cunha produz uma situação complexa para meu governo. Os projetos que enviamos para buscar uma saída fiscal para nossa situação, [...] houve uma ação negativa, no sentido de não aprovar o que mandamos. E ainda houve as 'pautas-bomba' [que aumentaram os gastos]", lembrou.

Ela afirmou de forma chantagista o Congresso não funcionou como deveria. "Todas as comissões cuja ação têm impacto na questão fiscal não funcionaram", disse ela, frisando que essa conduta tinha como objetivo inviabilizar o seu governo. "Isso sim é um descompromisso com a coisa pública", afirmou.

Ela salientou que o seu governo propôs as medidas necessárias para equacionar a questão fiscal. "Não acho, de maneira nenhuma, a situação que qualquer presidente da República enfrentará, diante de crises cíclicas, que elas podem ser encaradas sem cooperação de diferentes esferas do poder. Não podemos aceitar que se faça a política do 'quanto pior, melhor'."

Dilma refirmou que respeita o voto direto e que prefere o barulho das ruas, das disputas eleitorais. "Não respeito a eleição indireta, que é produto de um processo de impeachment sem crime de responsabilidade. Isso não posso respeitar. Posso, ao longo do meu mandato, ter cometido erros e não ter cumprido tudo o que era esperado de mim", declarou.

Finalizou a sua fala dizendo que, quando qualquer sistema político aceita condenar um inocente é criado um nível de exceção com consequências políticas. “Não estou aqui dizendo que hoje está tendo um golpe de Estado. Estou dizendo ‘me condenem que este golpe será irreversível’. E aí uma das maiores instituições do país, o Senado da República, terá cometido um crime contra uma pessoa inocente”.


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