sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Presidente da CUT, avisa que golpistas estão brincando com fogo


A colunista do Cafezinho, Denise Assis, nos envia entrevista exclusiva que ela publicou, há poucos dias, no site Colabora, com o presidente da CUT, Vagner Freitas.


CUT já fala em greve geral

Vagner Freitas diz que trabalhadores não ficarão parados diante da destruição de suas conquistas


por Denise Assis, para o Colabora

As ameaças de retrocesso e as possíveis perdas de direitos e vantagens conquistadas ao longo dos anos são muitas. Vão desde o fim do reajuste do salário mínimo, passando pela redução dos gastos com saúde e educação até uma dura reforma da previdência. Para piorar, em momentos de crise como o que estamos vivendo, a capacidade de mobilização e organização dos trabalhadores diminui. Todos estão preocupados em garantir o emprego e o sustento da família. O cenário desfavorável, no entanto, não deixa Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores, desanimado. Ele promete não arredar pé da luta e nem abrir mão do que já foi conseguido:

– Depois da imensa luta que os brasileiros enfrentaram para derrotar a ditadura e restabelecer a democracia, que deixou um rastro de mortes, torturas, censura e miséria incomensurável, não vamos ficar de braços cruzados vendo a direita destruir tudo que conquistamos.

Apesar dos desgastes sofridos pelo movimento sindical nos últimos anos, dados do Ministério do Trabalho indicam que Vagner está à frente da maior entidade de representação dos trabalhadores brasileiros. A CUT foi a central que mais cresceu no período, recebendo cerca de um milhão de novos operários. Foram 518 mil, só no ano passado. Já a Força Sindical perdeu o status de 2ª maior central sindical do país para a União Geral dos Trabalhadores (UGT) em 2015.

Nesta entrevista exclusiva ao #Colabora, Vagner fala sobre o governo Temer, ao qual se refere sempre como “golpista e ilegítimo”, a perda de poder dos sindicatos e a necessidade de mobilização constante dos trabalhadores. Para ele, o presidente está pagando a conta pelo apoio que recebeu dos empresários para a aprovação do impeachment. E adverte:

– Se tem uma coisa que une trabalhadores de todo o mundo é esse ataque brutal aos direitos. Esse governo não resiste a uma greve geral, de todas as categorias, com imensas massas de trabalhadores pressionando o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.

#Colabora: O ano de 2017 se apresenta com uma pauta, por parte do governo, bastante dura para a classe trabalhadora. De que maneira a CUT está se preparando para lidar com esta perspectiva?

Vagner Freitas: A CUT sempre está preparada para mobilizações, para lutar por melhores condições de trabalho e renda e para fazer campanhas salariais. Portanto, estamos presentes nos locais de trabalho, informando e preparando a classe trabalhadora para o enfrentamento maior que teremos este ano, contra os ataques do governo golpista e ilegítimo de Temer aos direitos duramente conquistados nas últimas décadas.

Será que Doria também vai chamar Moreira Franco de
“sem vergonha” e “covarde” após nomeação para ministério?