sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Temer quer criar mais um ministério para acomodar aliados insatisfeitos

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Por Pedro Breier, colunista do Cafezinho

A escolha de Osmar Serraglio – capanga de Eduardo Cunha – para o Ministério da Justiça provocou indignação na bancada do PMDB de Minas Gerais.


Fábio Ramalho, que é vice-presidente da Câmara e pertence à bancada do PMDB de Minas, anunciou que está rompendo com o governo.

Leiam o relato que ele deu à Folha sobre a comovente ligação de Temer para tentar resolver a situação:




Fábio Ramalho afirmou que recebeu na tarde desta quinta um telefonema de Temer, que tentou lhe explicar a escolha.


Segundo o deputado, Temer prometeu até recriar um ministério para colocar um peemedebista de Minas como ministro. “Falei que a gente recusava, que estamos de ouvido aberto para as ruas e que não queremos recriação de ministério, queremos é menos ministério”, disse Ramalho, em tom exaltado.


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A partir do relato do peemedebista rebelde percebemos que a habilidade política e o talento para negociação de Temer se resumem a tão somente um fator: distribuição de cargos aos aliados.

Acabaram os cargos? Não tem problema, inventamos mais um ministério! Já criamos um para o Moreira Franco mesmo…

Mas o mais interessante é a reação, ou melhor, a ausência dela, da mídia corporativa e dos grupos que fomentaram as manifestações coxinhas pró-golpe, como o MBL.

A diminuição do número de ministérios era pauta recorrente para bater no governo Dilma. O problema da economia é o Estado inchado, diziam eles.

Temer simplesmente propõe inventar ministérios para acomodar aliados insatisfeitos e o silêncio da imprensa familiar, do MBL e afins é ensurdecedor.

Aceite a oferta de Temer, sr. Ramalho.

“As ruas” são apenas um exército de marionetes nas mãos da Globo e aliados e de Kim Kataguiri e sua patota.

Acabou essa história de menos ministério.

O que importa agora são as gordas verbas de publicidade para a mídia de direita, a venda do patrimônio público e o ataque brutal a direitos dos trabalhadores, dos pobres, dos estudantes e dos aposentados.