sábado, 11 de fevereiro de 2017

Vereadora do PT em SP acusa MBL e Fernando Holiday de agressão

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A vereadora Juliana Cardoso, do PT de São Paulo, acusou nesta sexta-feira 10 assessores do vereador Fernando Holiday (DEM), coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), de invadirem o gabinete da liderança do PT e agredirem funcionários.


A invasão, conforme seu relato, aconteceu enquanto sua equipe fazia uma reunião com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). O grupo invadiu a sala e começou a gravar a reunião, constrangendo funcionários.



“A intenção final era escrachar o Senador Lindbergh, por isso o levamos em grupo até o seu carro para que ele pudesse sair em segurança”, escreveu Juliana em nota. “Estamos extremamente indignados com esta situação que foi obviamente premeditada”, protestou a vereadora.

A denúncia também foi feita pela petista no plenário da Câmara, durante a discussão do projeto de lei contra pichadores, gerando tumulto e bate-boca na Casa. Holiday disse que a denúncia é “caluniosa”.


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Confira a íntegra da nota:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Hoje, dia 10 de fevereiro, enquanto fazíamos uma reunião com o Senador Lindbergh Farias, assessores do Vereador Fernando Holiday invadiram a sala, munidos de celulares e câmeras para gravar uma reunião particular do meu mandato com a presença do Senador, fazendo provocações chulas e agredindo verbalmente nossos assessores.

A intenção final era escrachar o Senador Lindbergh, por isso o levamos em grupo até o seu carro para que ele pudesse sair em segurança.

Não satisfeitos, os mesmos assessores de Holiday, horas depois, ligaram para a GCM da Câmara Municipal chamando-os para o 6º andar avisando que lá haveria uma “ocorrência”. Então, eles foram até o 6º andar e invadiram por três vezes uma reunião particular do mandato que estava ocorrendo na sala da Liderança do PT a portas fechadas, eles abriram a porta e começaram a gravar a reunião e agredir verbalmente nossos assessores com provocações.

Estes dois assessores, Arthur Moledo do Val e Weslley Viera já invadiram no ano passado o gabinete do ex-vereador Jamil Murad em ação muito similar, segundo a GCM da Câmara Municipal.

Estamos extremamente indignados com esta situação que foi obviamente premeditada.

Lembramos que este episódio não atinge só o meu mandato, trata-se de uma atitude premeditada de coação, constrangimento e agressão física. Trata-se de desrespeito claro à democracia e ao regimento da casa. Se não há resposta das instituições para uma ação clara de profunda agressão, não teremos qualquer liberdade para fazer oposição, o que é inerente ao regime democrático. Ou não estamos mais em um regime democrático?

Pedimos a todos que puderem que nos apoiem neste momento de ataque ao nosso direito de ocupar e resistir neste espaço que nos foi dado por 34.949 mil eleitores.