terça-feira, 14 de março de 2017

‘Estamos na guerra e, se morrer, faz parte’, diz Jucá sobre lista de Janot

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BRASÍLIA — Líder do governo no Senado e presidente nacional do PMDB, Romero Jucá (RR) afirmou nesta terça-feira ao GLOBO que o Congresso não pode ficar paralisado, "tremendo", aguardando a divulgação dos políticos implicados na lista do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.


Rodrigo Janot, enviou nesta terça-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) 83 pedidos de abertura de inquérito contra parlamentares e ministros de Estado. Os suspeitos foram citados na delação premiada de 78 executivos e ex-executivos da Odebrecht.




Jucá disse que a resposta que o Congresso deve dar às investigações é trabalhar para aprovar as reformas. Quanto às questões jurídicas, devem ser resolvidas no STF.

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— A melhor resposta que o Congresso pode dar é trabalhar, votar aquilo que precisa ser votado para recuperar a economia e fazer o Brasil voltar a crescer. Não é ficar paralisado, tremendo, esperando o que vai acontecer. Temos que responder com trabalho, não com paralisia. O governo quer agilidade — disse Jucá, que complementou:

— Estamos na guerra e, se morrer na guerra, acontece, faz parte.

A chamada “lista de Janot” ainda está sob segredo de Justiça. Janot pediu ao relator do caso no STF, ministro Edson Fachin, a retirada do sigilo dos pedidos de abertura de inquérito considerando a necessidade de promover transparência e garantir o interesse público. O ministro deve tomar essa decisão nos próximos dias, depois de analisar o material.