quinta-feira, 9 de março de 2017

Gilmar quer tornar Dilma inelegível por dinheiro que Temer pediu e liberar Temer



Jornal GGN – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral Gilmar Mendes disse à agência de notícias Reuters, na quarta (8), que Michel Temer, se cassado por abuso de poder econômico na campanha de 2014, pode manter a credencial para se candidatar novamente. No caso, o Congresso faria uma eleição indireta e o PMDB articularia a “reeleição” de Temer como presidente da República.


Segundo declarou Gilmar, a ex-presidente Dilma Rousseff, cassada no processo de impeachment, contudo, deveria ser punida com a inelegibilidade porque ela era a “cabeça da chapa” que recebeu caixa 2 de diversas empresas, entre elas a Odebrecht. O ministro avaliou que Temer deveria ser considerado um culpado menor.




“Evidente que o vice participa da campanha. Mas quem sustenta a chapa é o presidente, o cabeça de chapa”, disse Gilmar.

A Reuters destacou que a ideia de Gilmar converge com o que defendeu o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), em entrevista ao SBT na última segunda. O senador disse que “a única regra clara que se coloca é que o presidente Michel Temer pode ser, inclusive, candidato novamente. Não se sabe se uma eleição direta, não se sabe se uma eleição indireta”, caso seja cassado pelo TSE.


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Gilmar, por outro lado, disse que embora a ação de Temer no TSE esteja andando a todo vapor, é possível que a conclusão do julgamento se arraste até o ano que vem.

“Dificilmente vai ser antes de junho e pode ter desdobramentos. Como ele abriu, pode ter pedidos de novos depoimentos por parte das partes, e provas e perícias. Há possibilidade de delay”, afirmou. “Não é de se excluir que (o processo) dure até o ano que vem”, acrescentou.