sábado, 4 de março de 2017

Para o trabalhador precisa de reforma, para as teles tem R$120 bilhões


Fernando BritoGente canalha é canalha em tudo, inclusive na defesa de suas posições.


O Estadão dá conta de que o PMDB, por encomenda do Governo, está lançando uma campanha nas redes sociais (veja o memeacima) associando a manutenção do Bolsa Família à aprovação da perda dos direitos previdenciários dos trabalhadores, dos idosos e das pessoas com deficiências, que dependem do Benefício de Prestação Continuada.



“Sem reforma da Previdência, adeus Bolsa-Família”, a chantagem é explícita.

Um programa que gasta menos 0,5%  do PIB não pode ser responsabilizado por um déficit que representa cinco vezes mais.


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Muito menos quando o pagamento dos juros pelo governo alcança, por ano, 18 vezes todo o gasto com esta já precária rede de proteção social.

Mas o governo, que contratou o marqueteiro de João Dória, certamente o criador do Dândi-Lixeiro não é apenas canalha, é burro.

A iniciativa foi tomada após o Palácio do Planalto detectar forte resistência à reforma no Congresso Nacional. Estudos de inteligência de rede e monitoramento de internet feitos pela legenda detectaram um predomínio da narrativa da oposição no debate virtual. O pedido do PMDB aos especialistas foi adotar um tom “mais pesado” para colocar o outro lado da moeda “em evidência”.

Tudo o que se consegue, em comunicação, com mensagens na base do “dá ou desce” é o “desce”.

A mensagem que salta da propaganda é “Sem reforma da Previdência, adeus Michel Temer“.

Essa é a verdade política de um governo que, desmoralizado até a última molécula, aposta na satisfação do “mercado” todas as fichas de sua sobrevivência.

Temer, por vil, mesquinho , miúdo e vaidoso, jamais entendeu que a maneira de agir  que o podia legitimar era a do equilíbrio e da transitoriedade.

O que ele diz que não quer, a popularidade, é um obsessão de todo dia.

Cada vez mais, parece que Temer só tem uma serventia: a de ser marqueteiro de Lula.