quarta-feira, 1 de março de 2017

PSDB que era contra CPMF no governo Dilma, agora defende CPMF no governo Temer


O Conversa Afiada reproduz trechos do artigo de Bernardo Mello Franco na Fel-lha (que a vizinhança não o desencaminhe…):


Em fevereiro de 2016, parlamentares do PSDB encheram o Congresso de placas com a inscrição “Xô, CPMF”. Eles combatiam a ideia de recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras. Era a última cartada do governo Dilma Rousseff para tentar tapar o rombo nas contas federais.




O deputado Luiz Carlos Hauly despontava entre os críticos mais ácidos da proposta. Em entrevista à rádio Câmara, o tucano anunciou uma oposição radical ao imposto de quatro letras, que classificou como “inaceitável” e “inadmissível”.

(…)

As barricadas funcionaram, e Dilma não conseguiu recriar a CPMF. O resto é história: o país foi rebaixado pelas agências de classificação de risco, a crise fiscal se agravou, as manifestações de rua engrossaram e o Congresso derrubou o governo.



Confira também, Aécio Neves fala de forma estranha em entrevista, estava bêbado? 

Um ano depois, Hauly e a CPMF estão de volta ao noticiário. A novidade é que o tucano mudou de discurso. Escolhido para relatar a reforma tributária, ele abandonou as críticas e se converteu num entusiasmado defensor do imposto.


“A CPMF vai substituir o IOF”, disse o deputado na semana passada, ao sair de uma reunião no Palácio do Planalto. “A contribuição será mínima, como antigamente. E tudo é para o bem e para fazermos com transparência”, acrescentou.

Em nome da transparência, Hauly poderia explicar como uma contribuição “inaceitável” no governo Dilma poderá ser recriada “para o bem” na gestão de Michel Temer. O pato da Fiesp não foi encontrado para comentar o assunto.