sexta-feira, 3 de março de 2017

Trabalhador rural é espancado por seguranças da Vale


Leia o depoimento de Taís Oliveira, irmã da vítima:


“Na última segunda – feira 27, foi um dia de muita angústia para mim e todos os nossos familiares. 


Eu estava na fazenda do meu pai localizada na VP 12 ( a propriedade faz divisa com o Projeto S11D) e na ocasião, ele e meu irmão saíram cedo junto com alguns trabalhadores para consertar uma cerca para impedir que o gado dele se perca em meio a área da vale, já que a mineradora nunca cumpriu com o que a justiça determinou que seria fazer a cerca em todo o ramal ferroviário. 

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Então no local que meu pai estava trabalhando apareceram guardas questionando o que estavam fazendo, em resposta meu pai afirmou que estava solucionando o problema relacionado a saída do gado de sua propriedade e em seguida ligou para minha mãe levar os documentos para eles verem que a vale está em dívida em relação as cercas, eles fizeram uma ligação e logo chegou mais um veiculo com outros guardas somando 10 ao todo, encapuzados, com armas pesadas, spray de pimenta e facão. 

Eles chegaram espancando meu pai e rendendo todos os trabalhadores q ali estavam, meu irmão sem aguentar ver a covardia partiu em defesa do meu pai, nesse momento juntaram vários homens para espancar ele, jogaram spray de pimenta neles,deram vários socos, chutes e coronhadas. 

Meu irmão chegou a ter convulsões de tantas coronhadas na cabeça, e mesmo assim eles não param, amarraram os dois e continuaram o espancamento e ainda os ameaçaram de morte, eles só pararam quando minha mãe chegou junto com minha cunhada e um sobrinho de 3 anos no local, agrediram minha mãe verbalmente e ameaçaram quebrar o celular dela. 

No desespero ela retornou para casa para me buscar e ligar para polícia, mais quando chegamos no local eles já tinham partido com meu pai e irmão, os demais trabalhadores saíram do local ainda rendidos sem poder olhar para trás, porque essa foi a ordem que deram, se alguém olhasse levava tiro. 

Ao chegarmos em Canaã fomos para a delegacia onde estavam todos, a imprensa fez a reportagem e na hora da entrevista meu irmão passou mal novamente. E foi hospitalizado. Só que lidar com uma empresa desse porte é bem difícil porque o país em que vivemos a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco $. 

Então peço a todos que ajudem a minha família a fazer Justiça, a cobrar das autoridades que sejam justos. Vamos divulgar esse caso, por que essas pessoas não tem o direito de fazer tamanha covardia. Eu grito por justiça,não podemos admitir que eles abafem esse caso… Me ajude Canaã, me ajuda região.”