segunda-feira, 24 de abril de 2017

Enquanto te distraem com delações armadas, Reforma Trabalhista será votada nessa terça-feira dia 25


A três dias da greve geral, o movimento sindical pode sofrer um duro golpe, com a aprovação pela Câmara do PL da reforma trabalhista. O texto do Projeto de Lei 6.787/2016 – apoiado por Temer e clamado pelo setor patronal – rebaixa o padrão das relações de trabalho e acaba com o imposto sindical.


A Agência Sindical ouviu na manhã desta terça (18) Antônio Augusto de Queiroz (Toninho), diretor de documentação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Principais trechos:




Mercado – “Michel Temer precisa sinalizar ao mercado que tem força no Congresso. Portanto, a mudança, e a piora, na legislação trabalhista significaria entregar a mercadoria prometida”.

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Deputados – “Para muitos parlamentares mudar a lei e rebaixar o custo do trabalho seria uma forma de atender aos interesses de seus financiadores de campanha”.

Meios – “Para boa parte dos parlamentares, que votarão reformas contra os trabalhadores, portanto, em medidas impopulares, acabar com o imposto sindical deixará as entidades sem meios para produzir materiais de comunicação e outras ações, denunciando quem votou contra o trabalhador”.

Votação – “Caso se aprove hoje a urgência, a reforma trabalhista será votada na Comissão Especial dia 25 de abril. Da Comissão, segue ao plenário, sem pedidos de vistas, novo parecer etc. O plenário vota, com enormes chances de aprovar o que o governo federal solicita”.

Votos – Segundo o dirigente do Diap, a pressão do mercado e dos interesses privados têm força, hoje, para conseguir os 257 votos necessários no plenário. Com isso, Temer, segundo Antônio Augusto, “passaria ao mercado a ideia de que tem condições de aprovar essa e outras reformas que interessam ao setor privado”.

Mais informações: www.diap.org.br