quarta-feira, 12 de abril de 2017

Golpeada, Dilma é a reserva moral da política

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247 – Em nome do combate à corrupção, o Brasil promoveu uma troca inusitada em 2016. Derrubou a presidente honesta e legítima, Dilma Rousseff, para instalar no poder o governo mais corrupto de toda a história, com nada menos que oito ministros investigados no Supremo Tribunal Federal e um presidente que só não é investigado em razão da imunidade que o golpe lhe proporcionou.


O mais trágico na história é que todos os personagens envolvidos nesta conspiração, que fez com que o Brasil se transformasse numa vergonha planetária, estão envolvidos até o pescoço em escândalos de corrupção.




Basta começar por Aécio Neves (PSDB-MG), o responsável maior pela destruição da democracia brasileira, alvo de cinco inquéritos no STF. Num deles, acusado de receber mesadas de até R$ 2 milhões da Odebrecht (leia aqui). Ao seu lado, também com cinco inquéritos, só Romero Jucá (PMDB-RR), que foi flagrado defendendo o golpe para "estancar a sangria" da Lava Jato.

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Outros personagens estão igualmente enlameados. O executor do golpe na Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está preso em Curitiba. O avalista da conspiração, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foi acusado de receber vantagens indevidas da Odebrecht em suas campanhas (leia aqui). O relator do golpe no Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), é também acusado de receber R$ 7 milhões da empreiteira.

Enquanto isso, não há uma única acusação de benefícios financeiros à presidente deposta Dilma Rouseff. Contra ela, o máximo que se diz é que houve doações não contabilizadas à campanha – o que não era de sua responsabilidade direta – e que teria alertado o amigo João Santana.

Ou seja: o Brasil golpeou a presidente honesta para favorecer políticos corruptos. De quebra, arruinou sua própria economia ao longo desse processo insano.