domingo, 2 de abril de 2017

Lenín Moreno vence eleições no Equador

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Lenín Moreno foi vice-presidente do Equador durante os dois mandatos de Rafael Correa e baseou sua campanha na continuidade dos projetos de inclusão social e distribuição de renda implementados nos últimos dez anos com a Revolução Cidadã. Seu opositor, Guillermo Lasso é um reconhecido banqueiro, de uma das famílias mais ricas do país, e propunha redução do Estado, diminuição de juros e fortalecimento do mercado.


Alguns cientistas políticos latino-americanos, entre eles o argentino Atílio Borón, afirmam que a vitória de Lenín traz fôlego à continuidade do ciclo progressista latino-americano. Trata-se da primeira disputa à presidência do Equador sem a figura de Rafael Correa e novamente a esquerda saiu vitoriosa do processo eleitoral. Por outro lado, desde o início deste processo de mudanças no continente – 1996 com a eleição de Hugo Chávez na Venezuela – a direita só obteve duas vitórias importantes: a eleição de Maurício Macri na Argentina e o parlamento venezuelano. 

Ou seja, a vitória de Lenín é, de certa forma, uma renovação para o ciclo progressista latino-americano que nos últimos anos tem enfrentado uma contraofensiva da direita. 

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Imediatamente após a divulgação dos primeiros resultados, Rafael Correa afirmou que a vitória de Lenín é “uma grande notícia a Pátria Grande” porque “a revolução voltou a triunfar no Equador. A direita [foi] derrotada, apesar de seus milhões e de sua imprensa”.

Uma das principais bandeiras do candidato recém eleito é a inclusão e ampliação do acesso a pessoas com necessidades físicas. Ele é um militante da causa desde 1998 quando passou a se locomover em cadeira de rodas depois de ter sido atingido por um tiro durante uma tentativa de assalto.