sábado, 22 de abril de 2017

Movimento pela anulação do impeachment lança comitê em Porto Alegre

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Impedida de dar qualquer passo em sua defesa jurídica, aqui ou nos tribunais internacionais, porque os seus dois recursos, um que questiona a forma e outro o conteúdo do processo de impeachment ainda não foram julgados pelo STF, Dilma Rousseff não parou de lutar. 



E o Movimento Nacional Anula O Impeachment é a primeira coluna de combate e resistência nas ruas, nas redes e no Judiciário nessa luta pela reversão do golpe desde a abertura do processo contra a presidenta por vingança do criminoso, hoje detido, Eduardo Cunha.



Somos um movimento que nasceu da sororidade na resistência das militantes de esquerda com Dilma Rousseff contra o golpe misógino e pela democracia do país. Hoje somos muitas e muitos e cada vez mais diversos, mas o protagonismo é das mulheres por legitimidade, mérito e a visão estratégica. 

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Foi essa visão estratégica que consolidou a organização da luta contra o golpe pelo viés da defesa da anulação do impeachment e do retorno da Presidenta eleita, já a partir da primeira votação no Congresso quando uma militância mobilizada para resistir com Dilma pelo retorno da democracia pressionando o STF pela anulação do processo apercebeu-se da falta de vontade política de suas direções para organizar a reação popular.

O lançamento de comitês por todo o país faz parte de nossa estratégia nacional de organização da resistência democrática e de combate ao golpe a partir das bases dos partidos, frentes, centrais sindicais e movimentos sociais que sustentam politicamente as candidaturas do PT há décadas. 

Hoje, temos Comitês nas principais capitais do país, além de dois comitês na Europa, atuando intensamente nas ruas, nas redes e nos debates internos das grandes organizações de esquerda pela unidade em torno da luta pela extinção do processo pelo STF e imediato retorno da normalidade democrática. 

Essa atuação articulada e qualificada foi o que trouxe para o movimento adesões de organizações como o PCO, oposição de esquerda ao governo Dilma, e de personalidades tão diversas como o jurista e Ministro do Governo Legítimo, Eugênio Aragão e a militante LGBT, prostituta e suplente de vereador pelo PSOL na cidade do Rio de Janeiro, Indianara Siqueira.

Nunca contamos com a boa vontade do STF. Acreditamos é na força do povo organizado. Por isso, nosso movimento vem promovendo a construção de uma massa crítica que possa pressionar o STF a fazer o julgamento. 

Para que isso aconteça, é preciso organizar uma reação popular que comece por carregar a bandeira da anulação do golpe junto com as pautas específicas nas manifestações de rua, nas redes e nos debates internos em todas as cidades do país. 

Por isso, nós do Comitê Anula O Golpe Volta Dilma de Porto Alegre conclamamos os trabalhadores e trabalhadoras à aderir a Greve Geral no dia 28/04 contra o golpe de estado levando a bandeira da anulação do impeachment e pelo retorno da presidenta legitimamente eleita.