segunda-feira, 22 de maio de 2017

Ao defender Temer e Aécio. Doria mostra que reformas são mais importantes que corrupção


O prefeito de São Paulo, João Doria, defendeu na manhã deste sábado (20) a permanência do seu partido, o PSDB, na base de apoio do governo Michel Temer (PMDB) e clamou por "bom senso e equilíbrio" para "proteger o país".


Sem citar o nome do presidente, envolvido em escândalo de corrupção pelos sócios da JBS, o tucano afirmou que não se pode "jogar tudo para o alto" por conta da nova crise política.


"O PSDB não deve romper com o Brasil. O PSDB deve ter equilíbrio. Numa situação como essa, bom senso, equilíbrio, serenidade, são fundamentais", disse o prefeito após participar de uma ação de zeladoria da prefeitura na zona sul da capital.

   
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"O país precisa sobreviver. A economia precisa sobreviver. As reformas precisam sobreviver. Por quê? Porque a população que mais sofre são os 14 milhões de brasileiros que estão desempregados. A desestabilidade econômica por força de uma ruptura pode prejudicar ainda mais esses 14 milhões de desempregados, e aqueles que estão subempregados e que vivem no sofrimento."


Questionado pela Folha se não considerava os fatos tornados públicos tão graves para um rompimento, Doria disse que se deve deixar para Justiça a punição das irregularidades e seguir condução das reformas.

"É grave, gravíssimo [o que foi tornado público], mas é preciso considerar que nós temos a situação econômica que exige responsabilidade dos deputados e senadores para seguir na votação e na aprovação das reformas, e obviamente seguir aquilo que o Judiciário vem fazendo: investigar, dar direito de plena defesa e, havendo culpa, apenar. Seja quem for, de que partido for. É preciso que a Justiça se sobreponha a qualquer interesse partidário, ideológico, e que ela seja feita em nome do povo brasileiro."

Isso também vale para o Aécio Neves?, questionou a reportagem, sobre o presidente do PSDB afastado do comando da legenda por suspeita de corrupção.

"Vale para todos, indistintamente, a regra é clara, o objetivo claro, o Brasil está sendo passado a limpo", afirmou.