terça-feira, 9 de maio de 2017

FHC e Globo veem o Brasil como um grande programa de auditório?



247 – Houve um tempo em que Fernando Henrique Cardoso era chamado de "príncipe da sociologia". Quando ele se tornou presidente, em 1994, a primeira coisa relevante que disse foi "esqueçam o que eu escrevi".


Nesta segunda-feira, FHC conseguiu se tornar o tema mais comentado nas redes sociais ao tratar o apresentador Luciano Huck, conhecido por programas de auditório de caráter populista e assistencial, como "o novo na política".


Triste fim de carreira para o sociólogo e também para o político, que foi peça decisiva no processo de destruição da democracia brasileira.

Sem o aval de FHC, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) não teria tido força para liderar, ao lado do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o golpe parlamentar de 2016.

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Obra do PSDB e da Globo, o golpe de 2016 partiu de uma premissa falsa: a de que a economia brasileira bombaria depois que a "pinguela" Michel Temer conduzisse um programa de desmonte de programas sociais que jamais venceria nas urnas.

Depois disso, claro, um tucano seria eleito sob aplausos do povão em 2018.

O problema é que deu tudo errado. Tucanos tradicionais, como Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra, vulgos Mineirinho, Santo e Careca, foram abatidos pela Lava Jato.

Para piorar, a economia afundou e a imagem do PSDB foi à lona por estar associada ao fim das garantias trabalhistas e das aposentadorias, que são o eixo central do governo Temer-PSDB.


Depois do dilúvio, a nova aposta de FHC e da Globo, é na imbecilização completa do povo brasileiro, como se Luciano Huck, que é apenas uma página no Twitter com milhões de robôs que o seguem, tivesse cacife para se tornar presidente da República.

Vergonha alheia foi o sentimento mais comum provocado pela entrevista de FHC, que parece acreditar que o Brasil se transformou num gigantesco programa barato de auditório.