quinta-feira, 18 de maio de 2017

Golpistas agora querem emplacar Rodrigo Maia presidente. Você vai aceitar?

Presidente Michel Temer é recebido pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia em almoço

Ministros e líderes de pelo menos quatro partidos aliados de Michel Temer discutiram a possível saída do presidente do cargo em uma reunião na noite de quarta-feira (17) na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).


Na conversa, os parlamentares e integrantes do primeiro escalão do governo afirmavam que a implicação de Temer na delação do empresário Joesley Batista jogava o país em uma "situação muito delicada".


Para eles, a melhor solução política para a crise aberta pelo episódio seria a renúncia de Temer.

Estiveram no encontro os ministros Fernando Filho (Minas e Energia), do PSB, Mendonça Filho (Educação), do DEM, Roberto Freire (Cultura) e Raul Jungmann (Defesa), ambos do PPS, além de parlamentares desses e de outros partidos.

                                 
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Freire chegou a defender a convocação de eleições diretas para substituir o presidente, mas nenhum outro participante do encontro concordou com a sugestão naquele momento –o que provocou constrangimento entre os presentes.

Segundo dois participantes, Rodrigo Maia não se manifestou sobre nenhuma das discussões sobre a possível saída de Temer da Presidência. Repetia que era preciso aguardar os desdobramentos dos fatos antes de se pronunciar.


O presidente da Câmara é o primeiro na linha sucessória da República. Em caso de saída de Temer, o deputado assumiria o governo para convocar eleições indiretas em 30 dias.

A avaliação de participantes do encontro é que Maia torce pela renúncia do presidente ou pela cassação no Tribunal Superior Eleitoral. Assim, ele não teria que abrir processo de impeachment contra o aliado.

Maia também é investigado na Lava Jato e foi citado na delação da Odebrecht. Ele nega ter recebido propina da empreiteira.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que foi ministro do Esporte nos governos Lula e Dilma, chegou à residência do presidente da Câmara no fim do encontro.

De acordo com um dos participantes, a presença dele causou embaraço e apressou o fim das conversas sobre a saída do presidente.