sábado, 20 de maio de 2017

Temer quer continuar fazendo brasileiros de trouxa

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O pronunciamento de Michel Temer, na tarde deste sábado (20), foi acompanhada por panelaços em várias cidades do Brasil. Em São Paulo, os bairros Perdizes, Consolação, Bela Vista, Pompéia, Pinheiros, Liberdade, Moema e Vila Buarque apresentaram o maior números de registros. 




O panelaço também ocorreu no centro do Rio de Janeiro, em bairros de Porto Alegre, em Brasília, em Aracaju e Salvador. Em Santos e São Vicente foram registradas muitas manifestações.


Durante a transmissão ao vivo, pelo Facebook, internautas também acompanharam postando o emoji irritado. Mas, antes do depoimento do ex-presidente, usuários do Twitter já "cobravam" a realização de panelaços - já que a prática foi muito comum durante o impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff. Uma internauta escreveu: "Cadê o panelaço no pronunciamento do embuste do Temer? Ah é, o problema do Brasil é só Lula e Dilma, o resto não precisa fazer panelaço?".

  

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Segundo pesquisa Ipsos, divulgada no mês passado, 92% dos brasileiros veem o País no rumo errado com Temer. E a situação do peemedebista ficou ainda mais complicada após a delação dos donos da JBS, os empresários Joesley Batista e seu irmão Wesley. Os delatores afirmaram que emer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS).

Depois, o parlamentar foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. O empresário disse a Temer que estava dando ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?". O teor das delações foi publicado pelo colunista Lauro Jardim, do Globo.

Em nota, Temer disse que "jamais" solicitou pagamentos para obter o silêncio de Cunha e negou ter participado ou autorizado "qualquer movimento" para evitar delação do correligionário. 

Em delação premiada, o diretor da JBS Ricardo Saud afirmou que Temer, durante a campanha à reeleição em 2014, embolsou R$ 1 milhão de R$ 15 milhões em propina que o PT havia mandado a empresa dar para o então vice-presidente. "Michel Temer fez uma coisa até muito deselegante. Nessa eleição, eu só vi dois caras roubar deles mesmos. Um foi o (Gilberto) Kassab, outro o Temer", disse Saud, em referência também ao ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações de Temer, segundo o BuzzFeed Brasil.