quarta-feira, 28 de junho de 2017

Criminalista questiona Moro: por que prendeu Vaccari e até sua cunhada se são inocentes?

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Brasil 247 - O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, comentou nesta quarta-feira, 28, a decisão da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que absolveu o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, por ter sido condenado pelo juiz Sérgio Moro apenas com base em delações premiadas. 


"Todos sabem, ou deveriam saber, que delação não pode ser usada como prova, serve para iniciar a investigação.O delator, em regra, mente, omite, protege e o pior se o delator for pego mentindo, terá direito ao recall, que é a oportunidade de " consertar" o que mentiu, o que omitiu, sem perder os benefícios", diz Kakay.


Segundo o advogado, o recall é o maior incentivo à corrupção da história. "O juiz Moro alegou que vários delatores falaram de Vaccari. Ou seja , irresponsavelmente, o que foi usado para condenar é uma delação que sustenta outra delação!!! Há tempos criticamos o uso indiscriminado da prisão preventiva", diz Kakay. 

O criminalista avaliou também que após a operação Lava Jato, a prisão virou regra. "Fruto deste momento punitivo e opressivo que passamos. Sou de um tempo em as pessoas iam para rua pedir liberdade, hoje os jovens vão para pedir prisão. Que sociedade sairá destes excessos? Todos nós queremos o combate a corrupção, mas dentro do respeito as garantias constitucionais. O que se pergunta agora é se a prisão preventiva de Vaccari era necessária. E, principalmente,quem devolverá a ele os 2 anos e 2 meses que ficou preso.?!A enorme e humilhante exposição midiática , promovida pela Procuradoria e pelo juiz como parte de um programa de consolidar a Lava-Jato, também fez danos irreversíveis a imagem, a família e aos amigos de Vaccari . Nada poderá devolver ao Vaccari a honra conspurcada. A sociedade que com razão esta cansada, esgotada de tanta corrupção, começa a se sentir assustada com tantos excessos, com tantos falsos heróis, com tantos abusos. É hora de reflexão e de reagir a estes absurdos", afirmou.