segunda-feira, 5 de junho de 2017

Dória defende Temer com seu programa de cortes e diz que o inimigo é Lula e o PT

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Folha de São Paulo - Para o prefeito João Doria, a “hora de atacar” não chegou para o PSDB. O inimigo, segundo ele, é antigo. “É preciso ter a compreensão do momento certo de atacar e saber quem é o inimigo. O nosso inimigo é o PT, o inimigo do Brasil.”


A declaração foi dada em reunião no Diretório Estadual do PSDB na noite desta segunda-feira (5), para tratar o eventual desembarque do governo de Michel Temer (PMDB), cujo julgamento da chapa presidencial que fez parte em 2014 começa nesta terça (6) no Tribunal Superior Eleitoral.


Doria afirmou que não cabe tomar decisões neste momento. “Temos amanhã um julgamento e precisamos confiar na Justiça.”

“O fácil para o prefeito de São Paulo era não vir. Para que vou me expor? Mas esse não é o João Doria, o João Doria é guerreiro”, continuou. “Muitas vezes, pelas boas causas, a precipitação pode levar a fragilização de um guerreiro. Pode condenar um exército vitorioso à derrota.”

Doria disse que conversou com o governador Geraldo Alckmin antes da reunião e que sua fala estava autorizada por ele. “Nossa posição é indivisível, não há a menor possibilidade de dividirem Geraldo e João.”

Alckmin, que não esteve presente na reunião desta segunda, se encontrou com Michel Temer na noite de sexta-feira (3) para reafirmar o apoio ao governo.

Em entrevista à imprensa após a reunião, Doria reforçou que o partido deve esperar a decisão do TSE para tomar a própria. “Temos que respeitar o rito da Justiça. Precipitar agora só prejudicaria as reformas e a estabilidade do país.”