terça-feira, 20 de junho de 2017

STF por 3 votos 2 decide soltar ex-assessor de Perrella preso. Aécio é o próximo.

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A prisão de Mendherson foi determinada pelo ministro do STF Luiz Edson Fachin. Mendherson Souza Lima é apontado como uma das pessoas que transportaram o dinheiro pedido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) à JBS.



Marco Aurélio votou pela soltura.

"Eu tenho impressão que, diante deste contexto, o próprio Fachin teria reconsiderado a custódia [da Andrea Neves]. Não reconsiderei porque ombreando com o colega não me cabe cassar atos como verdadeira autofagia", afirmou Marco Aurélio.


Alexandre de Moraes acompanhou Marco Aurélio

Ao iniciar o seu voto, Alexandre de Moraes afirma que se trata de um caso parecido com o da semana passada [da Andréa Neves]. "A prisão provisória de Mendherson foi decretada com a finalidade de interromper a atuação de organizações criminosas", afirma Moraes.

Aqui, nós temos, e esse é um complemento que faço em relação ao caso anterior, uma questão importante do ponto de vista processual porque os fundamentos que levaram à decretação da prisão, são fundamentos que não mais existem neste inquérito", disse.

Barroso votou para manter prisão


O ministro Barroso, que ainda apresenta o seu voto, disse considerar que a prisão decretada por Fachin em relação a Mendherson foi muito bem embasada.

Rosa Weber também votou pela manutenção.

Para embasar o seu voto, ela cita os argumentos apresentados por Fachin para determinar a prisão. "Em primeiro lugar, o fato de o agravante ter auxiliado Frederico Pacheco no recebimento dos valores. Segundo: ser procurador da empresa Tapera Participações, que, supostamente, era usada para lavar valores pelo menos desde 2014. Terceiro: há indícios de que o senador afastado Aécio Neves lavava capitais desde 2014 por intermédio do primo Frederico e de Mendherson", afirmou Rosa Weber.

Fux propõe medidas cautelares.

"Sob o ângulo da justiça do caso concreto, procurei encontrar um meio termo. Então, a minha proposição seria muito explícita no sentido de inibir toda e qualquer forma de intromissão na produção da prova dos demais delitos. E, para isso, seria substituir a prisão preventiva por medidas cautelares, como a proibição de contato com os demais condenados e a proibição de se ausentar do país, a entrega dos passaportes e o monitoramento eletrônico", propôs Fux.