quarta-feira, 28 de junho de 2017

Um congresso com deputados vendidos a empresários corruptos tem moral para votar Reforma Trabalhista e Previdenciária?


A senadora Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT, disse nesta terça-feira (27), durante audiência pública na CCJ do senado, não ser mais possível para o Congresso seguir com a discussão das reformas trabalhista e da Previdência diante da crise política que o Brasil atravessa.


Gleisi salientou que, pela primeira vez na história, um presidente da República é denunciado pela Procuradoria Geral da República por crime comum no exercício do cargo. Ela classificou a situação que envolve Michel Temer como “uma vergonha para o país”.


Ao declarar que a reforma trabalhista somente prejudica os trabalhadores, a senadora afirmou que até mesmo os aliados do presidente têm pedido mais tempo para debater a matéria. “A vida de milhões de pessoas está sendo definida em menos de dois meses”, criticou a parlamentar.

Quando vejo juízes e parlamentares que ganham bem e têm seus direitos garantidos, defenderem que o outro tenha os seus direitos precarizados, para mim é uma crueldade! Ao invés de proteger os mais pobres, eles querem fazer uma reforma para tirar direitos justamente daqueles que ganham pouco”, disparou a petista.

A parlamentar advertiu que não dá para os senadores ficarem discutindo como se tudo estivesse normal, quando não está normal. “Não está normal. Nós temos que debater aqui, temos que debater aqui os direitos dos trabalhadores”.

A senadora alertou ainda que a Reforma Trabalhista atingirá principalmente aqueles que recebem até dois salários mínimos, ou seja, cerca de 71% dos trabalhadores. “Não tem como defender uma reforma que joga a população pobre no gueto.”

Nesta quarta (28), a Comissão de Constituição e Justiça do Senado deverá retomar a votação do PLC 38/2017. Antes, porém, o relatório do governista Ricardo Ferraço (PSDB-ES) foi rejeitado na Comissão de Assuntos Sociais.

O Ministério Público do Trabalho, que monitora o trâmite da proposta no Congresso, afirma que houve “virada” no placar na CCJ do Senado, que poderá rejeitar a proposta da reforma trabalhista.

Com informações da Agência Senado