segunda-feira, 17 de julho de 2017

Doria é criticado por todas as alas de tucanos por ser marqueteiro e não fazer nada

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Quando sinais partem de muitas direções com o mesmo sentido, na política, é sinal que não são apenas intrigas.



Ontem, a Folha fez um editorial em que reduz o prefeito de São Paulo, João Dória, à condição que dava nome ao seu programa de televisão: aprendiz.

“Parece sinal de imperícia política que um prefeito recém-consagrado nas urnas consiga alienar simpatias até no núcleo de sua base de sustentação na Câmara Municipal.”


Junto com isto, no Estadão, a notícia de que os investimentos públicos em São Paulo cairão ao menor nível em uma década.

Hoje, na Época, matéria da “diretoria” manda avisar que está no fim “a paciência do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin”, com João Doria, por conta de suas pretensões presidenciais.

Sem os “alquimistas”, restariam os “aecistas” que, embora andem por baixo, ainda tem grande parte do controle da máquina partidária. Mas hoje, José Aníbal, velho desafeto, parte para questionar a capacidade administrativa do prefeito, segundo ele, “desfocado”:

A cidade está piorando, os buracos aumentando, os faróis estão quebrados, o capim aumentando e ele desconhece isso. Fica brigando com o Lula e nomeando gente na Executiva. Esse cara está delirando. Precisa focar na Prefeitura e mostrar resultado.

Doria, um marqueteiro, terá de pensar 100 vezes antes de qualquer ato de rebeldia porque – tanto pelo desconhecimento nacional quanto pelo estilo espetaculoso – precisa de tempo de televisão e, também, terá de pular em alguns meses do poleiro municipal e, aí, babaus visibilidade.

Numa frase definitiva, o jornalista Luís Costa Pinto, “lacrou”:

O “João trabalhador” vendido na campanha voltará a ser o “João bobo” que sempre foi.