segunda-feira, 10 de julho de 2017

Efeito Lava Jato: EUA assumem controle da Embraer sem pagar nada

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Confira a notícia abaixo. Ela é boa para os coxinhas que defendem a privatização da Petrobrás achando que, assim, não haverá corrupção.



A Embraer foi privatizada há muitos anos e está sendo acusada, nos EUA, de corrupção. Coisa bem pesada.

Mas até aí tudo bem. A empresa foi acusada de corrupção e tenta hoje se corrigir.


O bizarro é a solução encontrada.

A empresa, outrora uma orgulhosa estatal brasileira, a partir de agora será vigiada, por dentro, por um executivo de um escritório de advocacia norte-americano.

O Estadão fala ainda que Petrobras e Braskem “se espelham” no modelo da Embraer.

Os EUA, que fazem as guerras mais corruptas do mundo, nas quais matam milhões de pessoas, destroem toda a infra-estrutura dos países, apenas para que suas empreiteiras e outras empresas possam arrancar, do contribuinte americano, algumas centenas de bilhões de dólares para a reconstrução, ensinarão às empresas brasileiras como se manter longe da corrupção…

EUA, o país mais corrupto do mundo, é o novo guardião anticorrupção das empresas brasileiras.

Naturalmente, esse monitoramento implica interferência nos negócios e prejuízo à soberania da empresa e do país.

É importante observar que a Embraer representa a ponta mais avançada da indústria brasileira. Através de fartos financiamentos do BNDES e outras linhas públicas, a Embraer conseguiu se firmar como uma das maiores exportadoras mundiais de aviões de pequeno e médio porte.

Apesar de privada, a Embraer é um patrimônio nacional, assim como é a Petrobrás, assim como era Odebrecht. E agora será “vigiada” de dentro por americanos.

Esse golpe, que contou com ajuda da Lava Jato, sacrificando nossas empresas no altar do departamento de justiça do governo americano, está cada vez mais parecendo uma operação de domínio colonial.

Com essa intervenção, pode-se afirmar que os EUA assumiram o controle da nossa maior empresa de aviação, sem investir um centavo do próprio bolso.

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Leia no Estadão